segunda-feira, junho 16

Do fim-de-semana

Ora cá estou eu.
Já cheguei ontem, mas estive a tratar de outras coisas e pronto, só pude vir agora.

Admito que também nem estava com vontade de cá vir, mais uma vez, mas vim, porque afinal de contas isto é importante.

O fim-de-semana passou-se.
Sexta à noite ainda me caíram bastante lágrimas, pois parece que os pensamentos piores me chegam à noite. Mas não duraram muito e o cansaço acabou por vencer. Já não dormia nada à imenso tempo. Acordei cedo, mas já descansei melhor.

Nos dois dias fui ao ginásio e estou um bocado dorida.
Sábado fomos à tarde ao ginásio, pois antes disso fomos até à praia. Soube-me bem. Estava imenso calor e deu para esvaziar um pouco a cabeça. A ondas a rebentarem e o nevoeiro na praia fizeram-me acalmar um bocado.
E sim, leram bem, nevoeiro.
Fomos até à praia da Adraga, para a zona de Sintra e só vos digo, este Inverno que passou deu cabo daquilo tudo. A praia perdeu imensa areia e agora está reduzida a muito pouco. A areia que há, algumas partes têm imensas pedras. Achei a água muito agressiva por isso nem os pés molhei.


Domingo tivemos um lanche com a família dele. Tive que falar do que se tinha passado, pois apesar de saberem de algo, não sabiam os pormenores todos. Custou. Falar custa.
Mas parece que realmente à medida que o tempo vai passando, a dor vai acalmando, tornando-se mais suportável.
Na realidade só o tempo cura.

Num dos dias, decidimos fazer pá de porco no forno e ficou bem boa e para entrada fizemos crepes (comprados no Lidl, muito bons) com molho agri-doce:

Fizemos o molho em casa e ficou delicioso. Comemos os crepes e a sério, haverá algo que já não se possa fazer em casa? Qualquer dia fazemos um jantar temático. Muito bom =)

E foi assim que se passou o fim-de-semana.
Esteve sempre um tempo maravilhoso e só apetecia era estar na rua.

E por aí, que andaram a fazer?


sábado, junho 14

=(

Minha avó, se fosses viva fazias hoje 81 anos.

Sinto uma enorme tristeza em não poder comemorar os teus anos.
Não poder estar contigo.
Era altura de estar a fazer um bolinho para lancharmos todos juntos.
Era altura da troca de prendas e cantar-mos os parabéns mais que desafinados.


Mas nunca me sairás do pensamento nem do coração.
Nem neste dia, nem o dia em que decidiste partir, nem nenhum.

Festeja os teus anos, onde quer que estejas.
E olho por nós.

Descansa em paz <3


Vamos lá ver, o 1º de muitos

Então que é fim-de-semana.
Vamos lá ver como correm estes dois dias.

O primeiro de muitos que se avizinham, mais vazios e tristes.
O namorado tenta distrair-me e diz que ir ao ginásio vai fazer bem. Vamos lá ver.

Não venho dormir em casa e sei lá, espero mesmo que me faça bem.
Não digo que venha mais animada, mas pelo menos mais calma.

Ontem foi o 1º dia sem a minha avó. Sem nada que a envolva directamente.
Estivemos em casa dela, agora tenta-se intitular a casa como "a casa do avô" mas ainda nos enganamos e saí um "a casa da avó"....
Não dá como não ir lá, pois a casa é mesmo ao lado da nossa e passamos a vida a ir lá ver do nosso avô.
Mas até nem me custa lá estar.
Pensei que fosse mais doloroso.
Ando triste claro, mas estar lá, não sei explicar... É como se nada se tivesse passado.

E é assim...
O coração tem que aguentar agora e tem que aguentar quando vierem as saudades.

Mas há uma coisa que me vai ser dada, que mais que isso não podia pedir.
Mais pessoal, mais dela, mais perto dela, não poderia pedir.
Sei que ela prometeu dá-lo a mim e a minha mãe há-de mo dar.
Não vai andar comigo pois não o quero perder. Vou guardá-lo e vai ser a lembrança mais forte.

Estou a falar de um fio, que a minha falecida avó usava todos os dias. Já tem muitos anos e tem um valor sentimental enorme.

Quando o tiver comigo, mostrar-vos-ei.

Vocês, façam o favor de aproveitar bem o fim-de-semana.




sexta-feira, junho 13

A vida continua

Ontem foi um dia horrível. Foi o pior.
Custou imenso assistir a tudo.

Mas depois de tudo acabado, o que vinha à cabeça não era a imagem dela ali, a ser enterrada, mas sim, dela no hospital.
Passo o dia todo a pensar nela, mas doente.
Claro que nos está a custar imenso, afinal é tudo mais que recente.

O namorado levou-me a mim e à minha mana até "à casa dele".
Vimos um filme e ele só fazia palhaçadas... Mas tadinho, por mais que nos tentasse animar, animava um bocado e depois lá voltávamos à tristeza de sempre.

O meu avô, foi ter com os amigos e foi jogar às cartas.
Se por um lado pode parecer mal, por outro, estamos a tentar realmente levar a vida como antes.

É estranho, é como se andássemos todos mancos, mas é assim =(

Agora sinto é um peso enorme no coração, pois a minha mãe perdeu a mãe dela e a sua grande companhia. Elas iam juntas para todo o lado.

Eu quero continuar a ir ter com o namorado ao fim-de-semana, já que durante a semana estou sempre em casa.
Mas parece que sinto que os vou abandonar.
Que vou deixar a minha mãe sozinha.
Agora com a minha irmã de férias, é diferente, sempre tem a companhia dela, mas não vos sei explicar..... Por um lado, quero continuar a tentar fazer a vida normal, também não me posso prender.. Por outro, sinto que deveria ficar aqui.
Mas sinto a necessidade de sair mesmo.

E é assim que estou, confusa.

Parece-me que tudo é errado neste momento.
Se saio de casa, se alguém me faz dar uma gargalhada, se a música toca, mesmo que baixinho...
Sinto como se tivesse que ser chicoteada pelo que aconteceu e não andar a "sair" ou a sorri, mesmo que pouco.

Será que me entendem?


quinta-feira, junho 12

E já acabou....

Não o sofrimento, não os meus pensamentos, não a minha dor, não a minha tristeza.

Nada disso acabou.

Acabou foi o dia.

Acabou.

Foi a última vez que vi a minha avó.

Restam-me memórias boas, sentimentos bons que ela deixou, fotos...

Mas não me está a ser o suficiente.

Mas vai ter que servir.

Mas está a custar.

Não sei quando voltarei ao normal, tanto na minha vida como aqui, como em todo o lado.
Peço desculpa se vos canso com isto, fazendo muitos de vós recordarem momentos maus como este, mas eu não consigo aguentar.
Nem posso guardar.

Mas já acabou.

Foi a última vez que a vi.

O seu ar frágil, demasiado magrinha, amarelinha... Foi a última vez que a vi.

Não a vou ver mais.

Apenas a casa dela aqui mesmo ao lado, as coisas dela, a roupa dela...

E o meu avô a sofrer.

Perdeu a sua companhia de 62 anos de casamento. É uma vida!

Deus nos dê forças para esta nova fase, péssima, mas não deixa de ser nova.
Deus dê forças a todos nós principalmente ao meu avô.
Eu preciso dele cá. Eu quero ele cá.
Ele e a minha família toda. Somos poucos mas somos unidos.


...

Agradeço mesmo as vossas palavras. Acreditem, não são de mais.

Se ontem foi um dia duro, difícil, pesado, hoje é mais ainda.

Ontem estive 5 horas no velório. Não aguentei mais.
Quando lá cheguei comecei a chorar e começou-me a faltar o ar de um modo, os nervos eram em exagero que me senti mal.
Deixei de sentir o maxilar e os braços.
Ficou tudo tão dormente que perdi os meus movimentos nas mãos.
Nem vos sei explicar bem, mas as mãos não mexiam. Os dedos bloquearam. Não estava a mão mesmo fechada, nem aberta.... Para mexer no cabelo, tinha que ser a mão toda.

Após massagens e tudo mais, continuava na mesma.

Tive que sair de lá e fui literalmente dar uma volta.
Sempre de braços e mãos bloqueados e com duas pessoas a massajarem, a coisa estava complicada de voltar ao normal.
Estavam a ver que ainda tinham que ir ao hospital comigo.
Passado uma hora, talvez mais, comecei a sentir de novo os braços e a virem mais naturalmente os movimentos, até por fim, conseguir mexer os dedos, um de cada vez.

É demasiada dolorosa a situação.
Não estou a aguentar nem sei o que fazer para este sofrimento passar ou não ser tão forte.
Neste momento tenho 4 horas de sono em cima. 4 horas.


Aquilo que me dói mesmo em excesso, é ver o meu avô a sofrer.
Ele no velório levantou o pano umas tantas vezes, o que só por si me fez chorar pois não quero ver, magoa demais, mas sempre que levantava o pano perguntava à minha falecida avó: Estás a dormir não estás? Acorda. e ele começava a chorar pois não obtinha a resposta que queria.
Dói muito e sempre que digo isto, desato num choro violento, pois dói mesmo.

Parece que ainda há uma réstia de esperança para que ela acorde e diga que está bem. Diga que voltou para nós.
Hoje, visto que já passa da 00h, vamos cair na realidade às 14h30.
Não há volta a dar.

E sim, estou numa pilha de nervos.
Por ele, pela minha irmã, pela minha mãe que depois do problema que teve, também não está a 100% do coração e por mim, que já sei que vou entrar no mesmo choque.

Ai Deus, como preciso de forças.

Avó, descansa em paz.


quarta-feira, junho 11

Descansa em paz

Pelo título já devem ter percebido.

A minha avó faleceu ontem às 21h no hospital. =(

Fomos lá, como sempre, durante esta semana que ela durou lá, eram 17h.
Desta vez apareceu uma enfermeira a dizer que a situação era grave, muito grave.
E nós a dizer que desconfiávamos mas que na realidade, ainda não sabíamos de nada ao certo.

Após algum tempo, minutos, chamaram a minha mãe, a mim e à minha irmã.
A notícia era a esperada embora a vontade de a ouvir fosse zero.
Cancro no pâncreas, já muito grande e tão desenvolvido que alastrou para o fígado, estômago e pelo vistos já lhe estava a apanhar os pulmões.

Não chegou a fazer o tac afinal, pois já nem com as radiações aguentava.
Mas o diagnóstico era esse mesmo. O líquido que ela tinha na barriga não enganava.

Ela ao não falar e ao não abrir os olhos, ontem nem acordou, era sinal que já estava mais para lá que para cá.
Eles não disseram uma data, mas disseram que 2 meses não durava. Mas podiam ser umas horas como uns dias. Agarrámo-nos à esperança que ela aguentaria até ao dia de anos dela, 14 de Junho.

Eram 21h do dia de ontem, 10/06/2014 e ligaram para casa a dizer que a minha avó tinha falecido. =(

Não há palavras para explicar o que sinto.
A tristeza, a dor, o sofrimento que vai cá por casa....

Custa muito, dói muito.

Ontem nem sei se ela sentiu a nossa presença lá, enquanto lá estávamos, mas a única coisa que sabemos, é que foi em paz.

Descansa em paz avó.
Ficarás para sempre nos nossos corações =(


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