segunda-feira, fevereiro 2

Licença extra

Ainda bem que a licença parental vai aumentar para 6 meses pagos a 100%.

Mesmo assim, acho pouco, mas sempre é mais um mês. 

E ainda bem que pude colocar mais um mês extra de licença, a ganhar apenas 30% do meu ordenado, para poder acompanhar o meu filho, sem que isso fosse um desastre completo nas contas.

É claro que faz falta, é claro que custa olhar para a conta e ver que tenho que me sustentar com nem 300€! E isto é que é a vergonha.

Que raio de incentivo é este à Natalidade, se eu, para poder acompanhar o meu filho, tenho que perder 70% do meu ordenado e sobreviver com nem 300€ para um mês inteiro?

Se eu fosse sozinha, dificilmente isto acontecia. Ou teria, como talvez tenho que fazer, que ir às poupanças.

Não podia acompanhar o meu filho. Não podia estar a fazer uma adaptação tão lenta e tão gradual, como estou a fazer. Mas que, mais uma vez, não estou nada arrependida e tem valido tão mas tão a pena estar com ele... 

Mas custa, olhar para a conta e ver nem 300€ no final do mês.

Sim, sobrou dinheiro de Janeiro, que não pus na poupança e passei logo o saldo para o mês de Fevereiro. E ainda vou ver se tenho direito ao parcial que ficou em falta dos subsídios do ano passado. Só assim conseguirei passar pelo mês de Fevereiro sem ir às poupanças. E mesmo assim, não é certo. Mas está tudo controlado, porque sempre fui poupada e sempre pensei que o dinheiro me podia fazer falta no futuro. E aqui estamos nós.


 

9 comentários:

  1. Uy espero que puedas lograrlo. . Te mando un beso

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  2. Boa sorte com a poupança, Cláudia.
    E que Fevereiro passe sem problemas. Ou lá se vai o poupar.

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  3. Na verdade não há uma politica de apoio à natalidade que se traduza num aumento do número de crianças que nascem por ano e evite, deste modo, o envelhecimento da população.
    Boa semana.
    Um beijo.

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  4. Diria que são opções e tem que viver com os prós e contras. Coloco-te a questão de outra perspetiva: sendo uma opção do pai/mãe, porque há-de o Estado (os outros contribuintes) ou a entidade empregadora pagar?

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  5. Sou das mães que ao fim de 4 meses já está a implorar para ir trabalhar. Bem que podiam aumentar a licença mais tempo que eu não teria mais filhos (há coisas que o dinheiro não paga).
    Mas agradeço as outras regalias.
    Mais uma vez consegui adiar a creche, entraram os três com 7 meses e correu super bem a adaptação.
    Lá para os 80 anos, quando chegar à idade da reforma (se não morrer antes), com o contributo dos meus 3 filhos, acho que merecia a reforma antecipada para compensar as mazelas que ganhei por causa dos miúdos.
    Isso sim, era um bom incentivo à natalidade. Se alguma vez me dedicar à política vai ser a minha causa: reforma antecipada para mães trabalhadoras de famílias numerosas. 😂
    Bjs, SM

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    1. Olá @SM

      O que me ri com o teu comentário :)

      Bem, eu não sei se terei ou não mais filhos, a idade também já não perdoa.

      O meu, como sabes, entrou com 5 meses. Mas a adaptação foi complicada. Acredito que se entrasse mais velhinho, que corria melhor. Mas continua a lá ficar só 4h. Está a meio tempo. E tem sido o melhor que fiz, esta adaptação lenta.
      Começo hoje o trabalho de novo, sem vontade.

      A tua pequena, já lá fica as horas todas?

      Beijocas

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    2. Sim, fica o meu horário de trabalho. Nunca a vi chorar lá (mas chora, claro). Vai para o colo da educadora sem problemas, sem forçar. Dorme a sesta melhor que em casa (são poucos bebés por sala). E come muito bem (está bem pesada e comprida). Quando a vou buscar faz logo um sorriso enorme quando me vê.
      Esta semana começou com atividades extra na creche (música e uma atividade física).
      Não vai ser sempre assim, mas por agora corre bem. Com os irmãos foi igual.
      Bjs,
      SM

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    3. @SM

      Boa, nada mau :)
      O meu, no máximo, quer ver se fica só até às 14h. Porque tenho ido buscá-lo e ele tem estado a dormir...
      Mesmo assim, acho imenso tempo sem a mãe :)

      O meu já faz essas actividades também desde que entrou. É música e motricidade.

      Bjs

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  6. Eu também escolhi ficar 5 meses há 20 anos e só recebi 4, na altura pagavam tudo junto logo no início, era uma questão de racionar o valor recebido pelos 5 meses, depois pedi um mês de férias (tinha 42 dias de férias por gozar) e a seguir despedi-me porque resolveram ir para as instalações que tinham remodelado a mais 54 km de distância, quando o meu filho tinha 7 meses comecei a trabalhar numa empresa a 8 km de casa, se fiz bem ou mal só eu sei, mas os prós na altura venciam os contras...8 anos e meio depois já não era assim.

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