Como disse nos balanços de Maio, eu e o marido iniciámos uma Terapia de Casal.
Sim, sim, com uma psicóloga.
Porquê?
Porque já estamos juntos há 21 anos, Deus me ajude! E agora temos um bebé. E, pelo bebé, principalmente, temos que nos tentar orientar.
Não que as discussões sejam violentas ou falar alto, nada disso. Até disse à própria psicóloga que, para mim, nem considerava discussão, por estes motivos referidos.
Para mim, são conversas mais.... acesas. Mas para o marido, são discussões e eu juro que percebo!
E torna-se cansativo.
Atenção, qualquer troca de palavra que temos, como disse, é feita no tom certo. Mesmo em frente ao Tomás, que são raras, o rapaz não percebeu nada, tanto que bate palminhas, sorri, etc e nós vamo-nos metendo com ele.
Mas não deixam de ser chatas e aborrecidas e tudo e tudo.
Então cá estamos.
E quem decidiu dar esse passo, foi mesmo o marido!
No passado quis eu, ele não achava necessário. Deixei arrastar. Agora, foi ele que propôs. Eu aceitei, claro.
Acho que nos vai fazer bem.
Já tivemos a 1ª consulta. Vamos ter uma por mês, que isto não dá para mais €.
Mas mesmo assim, após essa 1ª consulta, sinto que houve aqui qualquer coisa que mudou. A ver vamos.
Gostei da psicóloga, é acessível, simpática, não toma partido, óbvio... e gostei também de outra coisa... no final da consulta, que é online, ela faz com que digamos uma coisa que admiramos no outro.
Eu fiquei espantada com o que marido disse de mim. Ele, igual.
O que para mim, parecia óbvio, pelos vistos para ele não era e o contrário também.
Isto também significa o quê, que é o grande calcanhar de Aquiles do marido? Conversar é bom, faz bem e é necessário!

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