segunda-feira, setembro 28

Sair da zona de conforto

Meu Deus.... Eu já aqui comentei várias vezes que parece que a vida está estagnada, que não se faz nada de novo e andamos aqui no ram ram.

Claro, eu fui tentando vencer a minha ansiedade, que a continuo a sentir, mas tento que não comande a minha vida, como comandava. Quem se lembra que tentei aprender a andar de bicicleta, conduzir o carro no estacionamento do ginásio ou qualquer um que fosse?

Fui saindo, aos poucos, da minha zona de conforto, sim!

Mas parece sempre que não.

Não que eu odeie rotina, mas sentir-me estagnada é que é pior. Mas de facto, se há coisa que, parando e pensando bem, eu não tenho estado, é estagnada. Ou pelo menos não em todos os campos.

E mais uma vez, até foi a Teia que me chamou a atenção disto!

Eu, que nunca senti nada para ser mãe, fui mãe e desde esse dia, mudei tanto!

E posso dizer que, em 1 ano e 3 meses, meu Deus, cresci e tive retornos tão bons!


- Já publiquei um poema num livro;

- Estou em fase de publicar o meu 1º livro;

- Vou, mais o Tomás, conduzir para quase qualquer local para onde tenha de ir;

- Aceitei fazer uma entrevista que supostamente era toda em Inglês (não foi, mas eu não sabia), arrisquei e ainda recebi um bom feedback, que não estou assim tão enferrujada;

- Nesse dia, senti necessidade de escrever um texto público no LinkedIn a falar disso mesmo, coisa que nunca tinha feito!

- Cancelei o meu ginásio e vou para o tal outro mais barato;

- Fui, mais o Tomás, tratar de obter respostas para o negócio que eu e o marido andamos a matutar;

- Fui fazer 2 workshops de bolos;

- Vou criar a página dos mealheiros e tentar fazer outras coisas;

- Fui à praia sozinha com o Tomás... 

Quer dizer... a quantidade de coisas que já fiz/já avancei para... é imensa!


Obrigada a quem me tem acompanhado. A quem apoia. A quem incentiva. 

A quem não acha parvo eu ter medo de estacionar o carro num estacionamento fechado... A ansiedade faz destas coisas, mas eu decidi que não quero mais ser comandada por ela!



segunda-feira, setembro 21

Férias

Esta semana estamos de férias e deverão ser as últimas deste ano.

Mais uma vez, vamos ficar por casa, mas como o marido faz anos e nós fazemos 9 anos de casamento, como este ano férias foram quase que a fingir, decidimos que vamos comer fora na maioria dos almoços. 

Claro, o dinheiro do meu lado já começa a escassear, mas vale a pena.

Dia 23, o dia de anos do marido e nosso casamento, vamos passar o dia todo fora. Já temos pequeno-almoço, lanche e jantar marcados. Tudo marcado pelo marido. Vamos os três, como é óbvio.

Nos outros dias, logo se vê. Praia vai haver, passeios, talvez mais um pic-nic.

Ainda pensei se iria colocar o Tomás na creche, mesmo que só 1h, para não regredir na habituação, mas não, estamos os dois em casa, quero o meu filho comigo.

Espero desligar de novo, acalmar um bocado o coração, já que o regresso ao trabalho, está para breve. 

Espero que os planos corram como esperado.

Quero começar a entrar numa nova fase na minha vida, parece que se deu aqui um click!


 

quinta-feira, setembro 17

Olá, sou a Cláudia e tomei uma decisão

Pois é, finalmente deixei-me de coisas e dei o primeiro passo... para quê?

Terminar o meu Crédito Habitação!


Admito que pensei pagar já a minha parte toda e despachar este assunto. Ia ficar sem grande parte das minhas poupanças. Mas, com a dúvida se me despeço ou não, se vou para um part-time ou não, decidi pagar apenas metade da minha parte.

O meu marido não vai acompanhar, logo, divido a prestação por três e pago-lhe esse terço e está feito.

Comecei a fazer contas, entrei em contacto com a gestora de conta e lá decidi avançar.

Porquê?

Ora, não tenho o dinheiro parado mas, onde está investido, não me dá, ao ano, aquilo que eu vou poupar em juros. 

Só para terem noção, e fazendo as contas a este ano apenas, o valor que vou abater não me dá em lado nenhum, ao ano, perto de 850€. Que é a minha parte, só de 1 ano, de juros do empréstimo.

Podia colocar o valor em acções, mas dificilmente ia começar logo de rajada a receber isto.

E foi este o grande motivo de eu ter agarrado e decidido isto.

Após algumas contas, e após ver as duas simulações, decidimos abater no prazo, isto é, vamos passar de dever 16 anos que faltam, para 11. E estes 11, vão ser reduzidos ao longo do tempo, de certeza, querendo nós que passem de 11 para 8, se possível.

Se tudo correr bem, significa que de 25 anos, pagamos a casa em 16 anos +/-.

E de repente, só por baixar logo 5 anos (60 prestações) por ir entregar este valor,  a poupança ascende aos 18 mil€.

Ora, é dinheiro!

Como a prestação vai-se manter igual, o marido vai passar a receber menos da minha parte mensalmente e eu, com o valor que me "sobra" vou juntar ao valor que vou poupar do ginásio e tentar juntar e vai servir, ou para investir no meu PPR de benefício fiscal ou para ir juntando para o carro ou algo do género. Destino o dinheiro tem sempre. 

E posso dizer que, com esta decisão, senti uma parte de alívio, outra parte de excitação. Quero a minha vida a mexer e começou por aqui!


 

quarta-feira, setembro 16

Página Nova

Ora bem, nestas férias, mesmo com o corte que tive por causa de ser licença extra maternidade, perdi a cabeça, no bom sentido!

Comprei uma máquina que precisava, para poder dar continuidade ao meu trabalho dos mealheiros!

Ainda foi cara, mas eu precisava dela.

Tenho duas encomendas de mealheiros e com eles, vou abrir uma página nova para este efeito, no Insta.

Para poder mostrar novamente o meu trabalho e poder, quem sabe, tirar um extra daqui, que bem preciso.

Já andei, mais o marido, de volta da máquina. Andei a testar com estes dois projectos que me pediram e acho que já me vou orientando +/-.

Ainda preciso de treinar mais, mas vou fazendo entre encomendas.

Com isto e como a máquina dá para muitas mais coisas, quem sabe, não nasce daqui mesmo um part time, um extra, que me ajude com as contas. Em vez de ir só fazer mealheiros, vou tentar mais coisas. 

Até t-shirts eu vou tentar fazer e se der como eu quero, dependendo dos valores, claro, vou avançar com isso também! 👌

A minha irmã delirou, assim que viu que máquina era e diz que as donas de casa na América, usam imenso estas máquinas!

Por isso, até rótulos poderei fazer. O céu é o limite!

Assim que for oportuno, partilharei a página para, quem quiser, seguir e ver os trabalhos.


 

segunda-feira, setembro 14

Consumismo

Aproveitando o texto da Teia, do regresso às aulas, lembrei-me de um episódio que aconteceu comigo e aliás, falei disso com ela.

A ideia do consumismo está tão mas tão presente na cabeça das pessoas, que até assusta.

Ora, regresso às aulas/regresso à creche.

O meu filho não usa mochila. Tem uma, mas é a que uso apenas 1x ao ano quase, para levar as mudas de roupa, os sacos dele, etc. Fica tudo lá dentro da mochila arrumada. 

A mochila é preta, pequenina. 

Quando a deixar de usar, dá para mim, para as nossas caminhadas, por exemplo.

A minha irmã, foi logo comprar uma mochila nova para a miúda. Ok, não tem mal e foi o que ela quis. Tudo bem.

Mas será que a mochila antiga estava assim tão usada que não dava para reutilizar? Estamos a falar de uma bebé que ainda não tem 2 anos. Nem deve ligar aquilo. 

Depois ainda veio falar comigo, para eu comprar uma mochila para o Tomás, com bonecos. 

Ora, o meu filho ainda não percebe. Sabe lá ele se gosta se não. Tenho mais que tempo para comprar mochilas como ele queira e dentro do orçamento claro.

A mochila dele está mais que boa, serve o propósito e eu escuso de ter aqui depois 50 mochilas paradas.

Faz-me muita confusão mesmo, este consumismo desenfreado.

E sim, ela até pode cortar numas coisas para ter outras, mas não acho que haja necessidade neste campo. Ser tudo novo, tudo impecável, tudo por estrear.

Qual é a vossa opinião?


 

quinta-feira, setembro 10

Da creche

Claro, dia 1 de Setembro lá o meu filho voltou à creche.

Ok, ainda pode ser cedo, ainda precisar de mais tempo para se habituar, mas o regresso, não está a correr nada bem.

Chora, como sempre chorou, mas agora está pior. São choros mais tristes, mais violentos, agarra-se a mim a chorar, eu já ia caindo, tal a força que ele fazia e elas a tentarem tirá-lo do meu colo...

O meu coração não sossega.

A Coordenadora, ao ver a situação, até veio ter comigo e fez-me uma festa no braço e disse "ele fica bem, mãe"...

Ok, poderá depois acalmar, mas bem mesmo, não fica. E eu também saio de lá a chorar, de coração nas mãos e venho para casa, para já, que isto depois passo a dizer e vou para a empresa, a chorar. Triste. Desmotivada.

Se ao menos o visse a ficar minimamente bem, ainda podia ser que o meu coração acalmasse. Mas ele não fica bem. E é muito triste.

E isto anda mesmo a pesar muito nas decisões que ando a/vou tomar. 

Estou a tentar não agir de cabeça quente. Mas ando a mexer-me para todos os lados. Mas tenho, ao mesmo tempo, de ser racional. 

Mas as coisas vão mudar, oh se vão!


 

 

quarta-feira, setembro 9

Do trabalho

Pois bem, logo no 1º dia de regresso, ligaram-me e fizeram-me chorar mais um bocado.

Se já estava destroçada de não ter o meu filho comigo, pior fiquei.

Agora, em vez de melhorarem as coisas, pioram! Em vez de 2x por semana, é para ir 3x por semana.

 

Fiquei mesmo desolada. Começo a ir dia 6 de Outubro.

 

Eu vou tentar sair às 14h30 para ir buscar o meu filho à hora do costume. Terminarei o dia com mais 30 minutos em casa, que é o que fica a faltar. No máximo, vou propor para sair às 15h e faço aí a minha hora de almoço e não trabalho mais.  

Espero que aceitem, porque se não, fica aqui assente que me vou embora. Mas vou mesmo. Estou farta da empresa, estou farta de andar para trás. Estou farta de chegar de férias e o tempo no meu trabalho, parece que parou, pois tenho tudo por fazer. Tenho de recuperar tudo, tenho tudo atrasado e nunca sou valorizada. 

Já falei com uma amiga, que a empresa dela precisa de pessoal e respeita o facto de eu ter um filho. Deixam-me trabalhar de casa até o meu filho ter 8 anos!

Se não, um part-time. Também já comecei a pensar, depois entre pré escola e ter que colocar o miúdo num ATL, gastar mais dinheiro, prefiro eu ficar em casa com ele, como é óbvio.

 

Mas a sério, isto acaba por ser interessante, pois desde esse dia, caiu a ficha e mudei. Até em relação ao meu chefe, que eu tanto adorava. Eu sou um número! Exploram-me até poder. Por isso, eu vou fazer o mesmo. Chega de fazer horas de borla, chega de estar sempre disponível e melhor, já me comecei a mexer mais ainda. Já me andava a mexer, agora ainda mexo mais, acreditem!

A ver vamos o que vai sair daqui.


 

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