Pois bem, logo no 1º dia de regresso, ligaram-me e fizeram-me chorar mais um bocado.
Se já estava destroçada de não ter o meu filho comigo, pior fiquei.
Agora, em vez de melhorarem as coisas, pioram! Em vez de 2x por semana, é para ir 3x por semana.
Fiquei mesmo desolada. Começo a ir dia 6 de Outubro.
Eu vou tentar sair às 14h30 para ir buscar o meu filho à hora do costume. Terminarei o dia com mais 30 minutos em casa, que é o que fica a faltar. No máximo, vou propor para sair às 15h e faço aí a minha hora de almoço e não trabalho mais.
Espero que aceitem, porque se não, fica aqui assente que me vou embora. Mas vou mesmo. Estou farta da empresa, estou farta de andar para trás. Estou farta de chegar de férias e o tempo no meu trabalho, parece que parou, pois tenho tudo por fazer. Tenho de recuperar tudo, tenho tudo atrasado e nunca sou valorizada.
Já falei com uma amiga, que a empresa dela precisa de pessoal e respeita o facto de eu ter um filho. Deixam-me trabalhar de casa até o meu filho ter 8 anos!
Se não, um part-time. Também já comecei a pensar, depois entre pré escola e ter que colocar o miúdo num ATL, gastar mais dinheiro, prefiro eu ficar em casa com ele, como é óbvio.
Mas a sério, isto acaba por ser interessante, pois desde esse dia, caiu a ficha e mudei. Até em relação ao meu chefe, que eu tanto adorava. Eu sou um número! Exploram-me até poder. Por isso, eu vou fazer o mesmo. Chega de fazer horas de borla, chega de estar sempre disponível e melhor, já me comecei a mexer mais ainda. Já me andava a mexer, agora ainda mexo mais, acreditem!
A ver vamos o que vai sair daqui.




