quinta-feira, abril 30

Acabar com tudo

... o que tenho em casa 😁

Calma. Não nos vamos mudar, nem vamos fazer obras, nada disso.

 

Quem me segue há mais tempo, sabe que tento seguir um estilo de vida mais minimalista. Não sou daquelas extremistas. Não tenho só um par de calças e uma camisa. Mas também não tenho os armários a abarrotar.

Mas no resto?

Sapatos, sempre só um par a uso. Ténnis, idem. Cintos, só um, tanto que o meu, já velho e cansado e já partido, teve que ser trocado e lá fui eu pedir um nos anos. Já foi para o lixo, mas cumpriu a sua função até à exaustão (e que exaustão😅 ).

Não tenho 50 malas. Tenho apenas uma. Normalmente compro uma que dê com toda a roupa.

Neste sentido, faz-me confusão ver a minha casa cheia de "nadas".

Houve um ano em que me ofereceram tantos perfumes, que tinha ali uns 10 a uso. Eu, nesta parte, gosto de variar. Mas para limpar o pó, já me irritava limpar tanto perfume! Entretanto fui acabando com o que ali tinha e já foram 5 à vida. (Perfumes pequenos e não de marca, que uso qualquer um, desde que cheire bem.)

Já "só" tenho ali uns 5, fora 2 de marca e águas de borrifar. Quero ver se termino mais uns e depois quero ter só 3 ou 4 e chega. 

Cremes... toda a gente oferece cremes. Ele é das mãos, pés, cara, eu sei lá. E tenho-os ali a todos. Raramente usava cremes e fui ali acumulando. Mais uma vez, pelo espaço que ocupam e o trabalho que dão a limpar, quero ver se me livro daquilo tudo. 

Até porque, depois da gravidez, fiquei com a pele sensível. Descobri que não tendo problemas de pele, usar um para peles atópicas, me tira a comichão.  Então ando a usar um igual ao do meu filho e adoro. Quero ficar só a usar aquele.

E é isto que pretendo.

Creme das mãos, já que estão sempre demasiado secas e muitas vezes estão tão mal que fico com comichão, quero usar apenas aquele creme de mãos que me faz maravilhas. Não ter 50 para ali.

Cremes do corpo, idem. Gastar tudo o que tenho ali e ficar com um creme (o do meu filho) e um óleo que me fez maravilhas na gravidez e fiquei com zero estrias.

Em Agosto, nas limpezas grandes, ver se tenho as coisas mais aliviadas e a ver se dou mais uma vista de olhos nas roupas e se alivio um pouco mais a coisa.

Também com a gravidez, usei até à exaustão toda a roupa interior que tinha. Não era muita. Mas já foi praticamente tudo fora, pois já estava tudo mais que velho. Agora, quero voltar a comprar com mais consciência. E nada de muito colorido, para tentar andar sempre com pares, e não uma coisa de cada nação. 

Pretos, cinzas, cremes, o básico e está óptimo. Pode ser que dê um boost também ao ego.

Até na zona da cozinha, quero ver se me livro de algumas coisas que já me fazem confusão. Gosto de destralhar, gosto mais de viver realmente com pouco. Sei tudo o que tenho, não tenho gavetas da tralha nem coisas a rebentar pelas costuras. Tudo tem o seu lugar e assim vou tentando manter tudo organizado.


 

quarta-feira, abril 29

Balanços positivos

Abril já está mesmo no fim... Passou a voar.

 

Terminei de pagar o meu livro, FINALMENTE!

Poucos dividendos, mas entraram (estou a ver que nem aos 150€ chego, este ano);

Foi a Páscoa e estivemos com a família;

Os meus anos;

Fui almoçar fora com os meus;

Passámos 2 noites fora, em comemoração;

Fomos com o pequeno ao Budha Éden;

Mantive a rotina de correr todas as 2ªs feiras;

O meu filho fez 10 meses;

Fomos a uma feira daquelas de rua, que nunca tinha ido a esta e que diferença em alguns produtos;

Fomos almoçar fora em comemoração dos 10 meses do filho;

Fizemos 21 anos de namoro e fomos comemorar a 3;

Muitas caminhadas aqui pelo meio, com o meu bebé

 

Foi um bom mês, recheado de coisas boas.


 

segunda-feira, abril 27

Agradecida

Sério, não me levem a mal estar quase que constantemente a falar das minhas mudanças ou do meu pequeno...

Mas ainda fico espantada comigo própria. Ando a descobrir, ainda, esta nova Cláudia e partilho, não só para mais tarde recordar, mas para perceber se é só comigo, se é por ser o 1º bebé, se o quê.

Aliás, acredito que por ser o 1º, tudo seja mais "intenso".  Não são só as primeiras vezes dele, mas é tudo também a minha primeira vez em tudo, pois estou acompanhada dele.

Não sei se aconteceu com alguém, mas acreditam que, no outro dia, dei por mim a mudar a fralda ao pequeno e a agradecer? Estava em piloto automático a mudar a fralda ao pequeno. Aliás, aquilo mais parecia que estava a mudar a fralda a um crocodilo, mas adiante 😂 mas depois, sem ser propositadamente, percebi que estava a falar lá para cima, a agradecer a oportunidade de estar a mudar a fralda aquele ser maravilhoso. 

Até fiquei meio "abananada" e parei, para ver se aquilo tinha mesmo acontecido e sim, eu estava a agradecer estar a mudar a fralda ao pequeno.

Por um lado, acredito que isto seja capaz de acontecer aquelas mulheres que sempre quiseram ser mães ou para aquelas que sempre acharam que nunca o iam ser, ou que perderam bebés antes, não sei... Mas a mim, apanhou-me desprevenida.

Bem, eu sempre disse que agradecia tudo, e agradeço, sou muito grata por tudo e tê-lo na minha vida, mais uma vez, é outro motivo para agradecer também. Se calhar o hábito de agradecer já está tão enraizado que sei lá, saiu.

E também sou mesmo agradecida por o ter. Nunca o escondi. Não são só as partes boas que agradeço, mudar uma fralda suja ou até mesmo uma noite mal dormida, é motivo para agradecer, pois tenho oportunidade de estar ali com ele, na nossa bolha de amor.


 

quinta-feira, abril 23

Passar o tempo

Não sei se se lembram, há uns anos atrás, eu dizia sempre:

"Ai, nunca mais é Sexta"

"Ai tempo, passa lá rápido que quero férias"

"Ai, isto, ai aquilo"...

Sempre relacionado com a passagem do tempo. Queria a toda a força que o tempo passasse rápido! Sinceramente, olhando para trás, percebo em parte o porquê.

Quando não se está satisfeito com a vida que levamos, pelo menos no meu caso, desejamos sempre que chegue o fim-de-semana, o fim do mês, as férias, o fim do ano... numa lógica falsa de que, quando aquele tempo chegar, é que vamos ser felizes ou nos sentir realizados/satisfeitos.

Aliás, existe uma frase que diz isto mesmo, passamos a vida a desejar estes "fins" que a vida passa e nunca estamos satisfeitos, não desfrutamos de nada, etc.

E eu era realmente assim. Sempre a desejar o depois. 

Até, que, já sabem, nasceu o meu Tomás.

E até neste campo, eu mudei.

Dei por mim a pensar que realmente nunca mais desejei nada disto. Não quero que o tempo passe rápido. Não quero que a Sexta venha rápido, não quero o final do mês a correr e muito menos mais um ano a terminar... porquê?

Porque quero acompanhar o meu filho o máximo que eu puder. Porque estou a "perder" o meu bebé (que vai ser sempre o meu bebé) e não tarda tem 1 ano. Parece que ainda ontem vi o teste com o positivo e hoje já se passaram mais de 12 meses desde esse dia...

Como ando a aproveitar todos os minutos com ele, seja para cuidar dele, abraça-lo, dar miminhos, enchê-lo de beijinhos, brincar, eu sei lá, todos os minutos contam.

E gosto tanto disto (sério, mais uma prova de uma mudança enorme) que quero absorver todos os minutos com ele. Todo o meu tempo é para ele e com ele e estou muito feliz com isso.

Para mim, hoje já é mais uma semana a terminar e mais um mês que passou a voar. E vejo o tempo, mesmo assim, a voar e eu sem poder pará-lo, para conseguir absorver um bocado mais do meu pequeno. 



quarta-feira, abril 22

Massa gorda

Como sabem, gosto de seguir um estilo de vida mais saudável.

Mas, a trabalhar em casa, sentia que passava a vida em snacks. Mal passavam uns minutos, levantava-me da cadeira e lá ia eu petiscar qualquer coisa.

Por um lado, já me irritava estar sempre a comer, por outro, a minha massa gorda nunca mais baixava.

É verdade, a amamentar, acho que é normal termos mais gordura. Também é verdade que, mesmo antes de engravidar, já tinha +/- estes valores.

Verdade também seja dita que não estou mal. Para o peso, massa muscular e altura que tenho, a minha massa gorda está boa. Encontra-se ali +/- nos 25%. É o "normal" e está óptima.

Mas o que eu queria mesmo, era melhorar o aspecto das minhas pernas. Foi sempre a coisa que mais me incomodou.

Mas como disse, parece que quando faço uma mudança (o passar a beber mais água), nunca vem sozinha. Parece que começo sempre outras tantas coisas e nunca sei bem o que está a resultar 😂

Um dia destes, vi uma frase que mexeu comigo e foi essa mesma frase que me fez dar o passo seguinte, para acalmar com os snacks... é verdade, uma pessoa sabe destas coisas de caras, mas parece que às vezes tem que levar com a chapada sem mão, para acordar.

A frase dizia +/- assim:

"Quão maus somos para nós próprios, que mesmo não gostando do que vemos ao espelho, não fazemos o esforço de mudar a nossa alimentação."

E puff, fez-se o click. 

Nós já sabemos que somos o que comemos. Mas a verdade é que somos mesmo maus para nós próprios. Olhamos ao espelho e não gostamos do que vemos. Até maior parte das vezes criticamo-nos! E se eu me critico! Mas no entanto, nada fazemos/faço para melhorar. 

Atenção, eu reduzi e muito os snacks, mas não ando cá a passar fome. Sinto fome, mesmo que ligeira e vou comer o quê? Iogurte grego magro, com um bocado de farinha de aveia de sabor para ficar saboroso e um pouco de granola ou cereais, para ter aquele crunch...

Ou gelatina zero, com queijo quark, que é queijo sem gordura e sacia.

Sentir fome é que está fora de questão. Apenas virei o foco foi para outros alimentos.

Perder peso ou perder gordura, não exige passar fome. Por isso muitas dietas não resultam. Posso dizer que, na 2ª semana a beber água feita camela e a comer menos snacks maus, sem passar fome, perdi 1,3% de massa gorda.

Sim, treinar também ajuda, óbvio! Que ao treinar, mesmo a comer saudável, posso ingerir mais calorias do que se não treinasse nada.


 

segunda-feira, abril 20

Beber água

No dia 9 de Março, meti na cabeça que tinha que beber mais água.

Sempre que vou fazer as drenagens, ela diz que o que tenho não é celulite e sim retenção de líquidos. Muita. Não é a 1ª vez que mo dizem.

E depois, para ver se produzia mais leite. Fiquei na dúvida se ajudaria ou não...

E, se eu antes bebia 1,5L de água, por dia, com muitooo esforço, agora, também tem muito esforço, mas bebo até meio do dia 😂 

É verdade, o esforço é o mesmo e tem que ser consciente. Uma pessoa quase que tem que se afogar para beber mais água de uma vez e não golinhos...

E então quer isso dizer o quê?

Que passei, senhores, à bruta, claro, a beber 3L de água por dia!

Admito que, no fim-de-semana é-me mais difícil de manter o registo. E nas férias. Ora porque ando atarefada de um lado para o outro, porque não estou em casa e não tenho um wc logo ali e não posso beber tanta água... não sei. Mas durante a semana, pouco ou nada tenho falhado. E tenho bebido os 3L de água.

O que notei?

Vou 1 milhão de vezes ao wc. Que paciência. Se eu era daquelas que aguentava até não dar mais, esqueçam. Agora não dá mesmo.

No leite, não noto grande diferença. Acho que produzo o mesmo.

A nível de peso, como eu faço as mudanças todas de uma vez, não noto também que tenha descido. Com esta mudança da água, meti na cabeça que tinha que realmente reduzir nos snacks e aqui estamos nós.

A nível da retenção, às vezes parece que melhorou, outras vezes não. Mas acho que, mesmo assim, ainda passou pouco tempo. Vou deixar para ver mais uns tempos, para o corpo se habituar ou sei lá.

E qual o segredo para beber tanta água?

1º - Têm que querer mesmo. Ou não querem mas obriguem-se. 😂

2º - Beber água e parecer que se estão a afogar. Chego a beber 0,5L de água de uma vez. Porquê? Porque se beberem aos poucos, como eu bebia, depois passa-me a coisa de ir beber mais. Assim bebo de uma vez e fico "livre" algumas horas.

3º -  Sempre depois de sair do wc, vou beber mais água. Criem esse hábito. Depois passarão a vida aflitos para ir ao wc 😂

E acho que é isto!



quinta-feira, abril 16

E se acontecesse de novo?

Como sabem, nunca senti nada cá dentro que me fizesse querer ser mãe.

Decidi dar esse passo, em parte, por causa da idade, mas também por ver que a família não dura para sempre, a família raiz e comecei a ver a vida a ser um bocado triste sem "algo mais".

O "milagre" aconteceu, como sabem também, contra todas as probabilidades. Eu que tomava a pílula aos anos, a idade, o problema na tiroide que diziam ser quase certo nunca engravidar.

Fiquei imensamente feliz com o meu filho. Mais uma vez, foi o melhor que me aconteceu. Mudei imenso em todos os aspectos. 

Até na parte, em relação à Interrupção da gravidez. Sempre fui a favor, em todos os casos (excepto fazerem disso um método contracetivo, óbvio). Ainda mais agora o sou, pois sei o quanto custa ter um filho. O quanto de nós temos que dar e abdicar e só faz sentido se de facto o fizeram altruisticamente.

Também já aqui referi que não sinto saudades de quem fui. Ou do que tive, porque, sinceramente, antes de o ter, sinto que realmente não tinha nada. Tinha tudo, sem ter nada. E agora sim, sinto-me completa.

No entanto, como referi, a minha opinião em relação à Interrupção da gravidez manteve-se, excepto mais ou menos, para mim própria.

Isto agora sim, vai fazer sentido, com o título do texto 😅 

O meu marido, em modo brincadeira, quando me viu muito mal disposta num destes dias (mas horrivelmente mal disposta mesmo), disse "olha, vem aí a menina".

E sabem o que senti? Nada. Normalmente, quando essa ideia me vinha à mente, antes de ter o meu filho, vinha o medo, o pânico, tudo. Soltava sempre um "Deus me livre!"

Agora, nada.

Como é óbvio, não pretendo que aconteça. Estou a fazer por isso. Não sinto que tenha condições, principalmente monetárias. E o Tomás ainda é muito pequenino, quero continuar a dedicar-me a 100% a ele.

Mas, se acontecesse?

Já olhava para este acontecimento com outros olhos e acho que já não conseguiria interromper nada. Porque tenho um filho, porque quase de certeza que olharia para ele e via o bem que me fez/faz e o tanto que me mudou e o amor todo que trouxe às nossas vidas.

Mais uma vez, aqui vejo o quanto cresci. O quanto mudei. O facto de esta gravidez ter sido uma grandeeeee saída da minha zona de conforto que, saí tanto mas tanto, até o medo do parto já não entra muito na equação.

E não ter sentido medo, mas ter encarado como "olha, se acontecesse, criava-se", meu Deus, senti orgulho em mim. Era mais amor para mim e não sei se queria a menina que sempre pedi, se não queria outro menino doce, um bebé velcro como o Tomás 😛

Mais uma vez, obrigada Deus, pelo crescimento e obrigada por este bebé maravilhosos que mudou a minha vida para milhões de vezes melhor.


 

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