quinta-feira, fevereiro 19

Agosto

No mês inteiro de Agosto, a creche do meu filho, fecha.

E no novo trabalho do marido, pelos vistos vão testar este ano, fechar 15 dias em Agosto. As duas primeiras semanas.

Ora eu podia tirar as duas últimas semanas de Agosto e assim ficávamos com o pequeno em casa. Mas depois comecei a pensar...

O marido a tirar essas duas semanas obrigatórias em Agosto, gasta logo 10 dias. Mais a semana dos meus anos, mais a semana dos anos dele e a "semana" dos anos do pequeno Tomás, e lá se iam os dias todos.

Eu, ao marcar as férias nas últimas duas semanas de Agosto, na semana dos meus anos e na semana dos anos do marido e filho, também se iam os dias todos.

E só teríamos oficialmente a minha semana de anos, a dele e a do pequeno de férias, juntos.

Não me fez sentido tirar férias assim. As duas semanas de férias, que são as maiores férias, ele estaria fechado em casa, porque eu estaria a trabalhar e depois eu, apesar de ter mais liberdade, também não iria fazer muito, pois o marido estava a trabalhar.

Decidi o quê?

Colocar mais um mês extra de licença.

Se estou a ver que este ano as poupanças vão ficar nas lonas? Pois estou a ver que sim. Mas o acompanhamento que estou a dar ao meu filho? Não tem preço!

Passar 2 semanas inteiras, mais o pai dele, a poder passear, ir com ele a vários sítios, irmos à praia, brincar, não tem mesmo preço. Tem valor. Sentimental. União. Presença.

Nas duas semanas finais de Agosto, queria ver se mantinha o registo de passeios, ir com ele ao parque, à praia, eu sei lá. 

Mas já estou até ansiosa.

E ver se aviso a empresa que vou mesmo, mas mesmooooo, mesmooo desligar. Preciso. 

O meu filho já terá 1 ano e 1 mês. Não sei se vai andar, se não, mas já será mais crescido, já perceberá melhor as coisas.... acho que vai ser maravilhoso!

Com isto, gastarei apenas 14 dias de férias, nos nossos aniversários e ficarei com 8 dias que, a conseguir, guardarei para 2027! 

Nesse ano, depois terei de novo o Agosto em casa e terei o último mês de licença extra. 

Mais os 8 dias que sobraram de 2026, vou conseguir orientar bem o tempo com o meu filho.

Se tem valido mesmo a pena? Tem. Passar tempo com o meu filho, a brincar, a passear, mesmo com frio e chuva, tem valido cada cêntimo que não entra. 

Claro, mais uma vez, é claro que a parte financeira custa. Não sou rica. Mas o valor deste tempo, de criar memórias, de criar ainda mais ligação... sinto mesmo que está a valer muito. Mais uma vez, não tem preço. Tem valor.

Um ano a poupar menos, se não consigo poupar 5000€, poupo 2000€ ou 1000€. 

Mas tenho a certeza que para o meu filho, lá à frente, vai sentir esse impacto positivo na vida dele. Pelo menos, assim espero.


 

quarta-feira, fevereiro 18

Psicóloga

Tenho que retomar as consultas. Já desde Agosto do ano passado que não falo com ela. 

Se deixei de sentir necessidade por um lado? Deixei.

Mas por outro, essa necessidade parece que esteve sempre cá.

Eu sei, é confuso.

É que dos assuntos que tratava, não estando resolvidos, ficaram um pouco por terra, porque a prioridade é o meu filho. Mas novos assuntos surgiram com o ser mãe e trouxe-me questões da infância que claramente me marcaram e eu não sabia. Ou sabia e queria era negar.

O tempo realmente começou a passar e nunca mais marquei. Parece que nunca tenho tempo. Ora estou a tomar conta dele, ora agora comecei a trabalhar. Algo mais importante se mete sempre no caminho.

Mas sinto agora mais vontade de lá voltar.

Não só pelas questões não resolvidas da infância, mas por outras...

Comecei a sentir um medo de me acabar o leite e do nada, deixar de poder dar-lhe mama. E com isso, eu deixar de ser importante para o meu filho. 

Não vos sei explicar, mas não sei até que ponto isto também não terá a ver com todas estas questões pelas quais passei.

Nunca na vida me senti amada desta maneira, tão importante para alguém desta maneira, tão tudo para alguém. E ter tido o gosto de sentir isso, deixou-me com medo de o perder de um dia para o outro.

O meu filho não me deve deixar de amar, claro, mas sinto que deixarei de ser "útil". Faz sentido o que digo?

O medo de deixar de ser tão importante. De voltar a ser uma "ninguém".

Caem-me lágrimas ao escrever estas palavras.

Não quero dizer que nunca ninguém me amou, já devem ter amado, lá à maneira deles. Não quero dizer que nunca fui importante para alguém, lá devo ter sido também, algures nalgum tempo passado... mas ao olhar para trás, tenho vontade de dizer isso e Deus me perdoe.

Mas, como disse, pelo menos desta maneira, nunca o senti. E tenho medo de perder isto. 

Alguém entende? Ou ainda se pode usar as hormonas como "desculpa"?


 

segunda-feira, fevereiro 16

1 carta por ano?

Já tinha visto esta ideia e no outro dia voltei a pensar nela.

Não sei se não irei começar a escrever uma carta por ano, para o meu filho. Relembrar coisas que, de certeza com o tempo, irão ficar esquecidas. Relembrar sensações. Relembrar acontecimentos. É giro para mim, lá está, para nunca me esquecer de nada e deverá ser giro para ele, para ler quando for mais velho.

Comecei a pensar se eu iria gostar de ler algo assim, sobre mim. De quando era pequena. E acho que sim, que ia gostar. Já que muitas vezes, pergunto coisas à minha mãe e ela nunca se lembra. Mas lembra do meu irmão que é mais velho 😒😅 

E tenho tanto amor nas palavras que lhe digo diariamente, que acho que conseguirei passar para o "papel" esse amor também.

Vejo o tempo a passar e não sei explicar, é bom, mas ao mesmo tempo, é triste. O meu bebé está enorme. Está um crescido. E faço tudo para guardar estas memórias boas. E poder passar-lhe um bocadinho delas, quando ele for mais velho, deverá ser giro. Ler e sentir o amor. Que tem e sempre terá. E poder ter algo para "matar saudades" quando elas apertarem.

Já alguém fez algo assim ou parecido? Contem-me tudo.


 

quinta-feira, fevereiro 12

Dia dos namorados

Sério, e já vamos a meio do mês, praticamente?

Domingo já é dia 15...

Bem... Sábado, dia 14, é dia dos namorados.


Não devemos ir a lado nenhum, porque vamos guardar a saída para o Carnaval. O meu Tomás fará 8 meses e como é dia de Carnaval, aproveitamos, se o tempo o permitir, e vamos com ele até Sesimbra. Vê o Carnaval e nós almoçamos no sítio do costume 😁

Então, assim sendo, estou/estamos a pensar fazer um brunch em casa e um jantar diferente.

Já compramos uns croissants congelados e faze-mo-los em casa, para termos croissants quentinhos, logo pela manhã;

Um scone, que adoro, com doce ou manteiga. 

Talvez um mini pão de Deus.

Ando a pensar em mais alguns salgados...

Eu gosto muito de cozinhar, mas agora com o pequeno, parece-me que a disponibilidade vai ser pouca. Nesse sentido, resta-me ir comprar já tudo feito ou quase.

Queria fazer algo com uma coração, para termos algo na mesa mais temático, mas logo vejo. Mais uma vez, com o pequeno, não vai ser fácil. Ainda para mais, ele tem natação. Logo, vamos perder ali algum tempo.

É provável que diga ao marido para ir, eu começo a preparar as coisas e depois vou lá ter, depois da aula.


E vamos fazer fondue mais saudável, com os cubos de carne a serem feitos na air frayer. Com carne simples, sai bem mais barato que ir comer o mesmo, mas fora.

Decidimos depois de ver um fondue de carne normal, nada de carnes malucas,  a 30€ por pessoa. Socorro.


  

quarta-feira, fevereiro 11

Joia de leite

Como vos disse, mandei vir um kit, para oferecer à mana e para mim, para fazermos uma joia de leite materno.

Acho muito giro e é uma recordação do caraças. Para mim, que não sei se terei mais algum filho, ficará mesmo esta lembrança giríssima. Eu, que disse que não queria amamentar, amamentei e, um à parte, já o faço há quase 8 meses e espero manter até conseguir. 

É uma bolha de amor tão grande, adoro.

Mas....

Estes kits são caríssimos!

Pesquisei imenso e encontrava coisas dos 50€ para cima, cada um! Ora, eu queria mesmo um para mim e queria mesmo um para a mana, mas não queria mesmo era gastar tanto dinheiro 😂 

Lá encontrei uma marca. Parece-me que é daquelas meninas que têm negócios próprios e está tudo bem.

Paguei a joia a 8 de Janeiro e dizia que poderia demorar até 72h a entrega. Tudo tranquilo. O problema começou quando, duas semanas depois, nem email de confirmação que tinha pago, nem kits, nem coisa nenhuma!

Fui falar no Instagram, zero resposta. Ao fim de 3 semanas, comecei a fazer denuncia por fraude, já a ver mesmo que não ia receber coisa nenhuma.

Lá me responderam a pedir o nº da encomenda. Sem nenhuma justificação para o atraso. 

Disse que o problema era esse mesmo, que não tinha recebido coisa nenhuma. Email, nada. Nem nº de encomenda, nada mesmo.

Mas como parece que adivinho, por acaso tirei print da página em como tinha saído o meu pagamento e foi isso que enviei.

Novamente sem resposta.

Deixei passar mais uns dias e voltei a fazer denuncia. Ainda consegui um número de telefone no Facebook, liguei algumas 3x e nada.

Que nervos!

Na semana passada, lá recebi os kits!

Se vale o preço? Não sei... mas para qualquer um. Mas como não sei que líquido é este para fazer a conservação e a joia ficar rija, vale 😅 

E ainda traz um fio e uma pulseira. E vem num saco bem cheiroso!

Ora, se tiveram este cuidado todo, que adorei, podiam ter cuidado e justificar o atraso e a falta de resposta. Apenas uma mensagem. Algo do género, lamento, vou atrasar, mas envio. E ok, eu não entrava em stress. Ou podia até ter filhos e estarem doentes e mais uma vez, eu compreendia. Podia era dizer qualquer coisa. Mas não disse!

Assim, em vez de fazer publicidade à página, não o vou fazer.

Podia dizer para não caírem no erro de "serem enganadas", mas efectivamente, eu recebi o kit.

Doida para fazer a minha joia 😁

E é mais um pedaço de amor, de entrega, meu filho, que anda comigo.


 

segunda-feira, fevereiro 9

Do trabalho

Como já aqui disse, mesmo com a licença de maternidade, a minha empresa solicitou algum apoio meu. Claro que foi pago e soube bem esse extra, mas por outro lado, nunca cheguei a desligar por completo.

E claro que também foi bom, só no sentido de agora, com o regresso, não ter 6 meses de emails parados, informações pedidas, tudo atrasado.

Quando foi o meu marido a ficar o 5º mês de baixa, que eu já não tinha direito, pago a 100%, trabalhei normalmente. Recuperei ainda mais as coisas.

Mas, desde que tive o meu filho, que a vontade realmente de querer uma coisa diferente, é enorme. 

Até pode acontecer com toda a gente, não sei, mas sei que a mim, se o meu trabalho já não me enchia as medidas, agora ainda está pior.

E se já estava desmotivada, agora ainda pior estou.

Já mal conheço a equipa, também. Muita gente, em 6 meses, repito, saiu. Há montes de gente nova que nunca vi. Mas também não tenho interesse em conhecer.

A única coisa que me mantém, é o estar em casa em modo remoto. 100% em casa. Pelo menos até Setembro deste ano. 

Mas sei que daqui não vou passar, são as mesmas tarefas dia após dia, nada de novidade, nada de crescer. 

O ordenado, pouco acima dos 1000€ brutos ganho. Uma miséria.

Sim, só pelo facto de não ter a deslocação, é bom. E é isso que me vai mantendo aqui. 

Só não agarro e vou embora de vez, porque não quero ficar sem qualquer tipo de rendimento. E depois ainda podia ser pior, ter que aceitar qualquer coisa, porque as contas para pagar existem, não sou rica.

Soube há uns dias que a única amiga que tinha também aqui, vai embora. Não aguentou a pressão. Já ia nervosa trabalhar. E então decidiu sair. Sem ter nada em mente, zero. Mas eu percebo-a.

Não fosse pelo meu filho, e saía também. Nem que depois arranjasse um part time qualquer. 

Sim, que eu também já vi que com curso ou sem curso, dificilmente irei subir. Ora porque é preciso "baixar as calças" ou ceder em coisas que não cedo mesmo, como tempo com o meu filho.



quinta-feira, fevereiro 5

Bem vindo, Fevereiro

E o segundo mês do ano já entrou com toda a força.


Regressei ao trabalho, sem vontade nenhuma;

A minha mãe faz anos;

É o Carnaval, no dia em que o Tomás faz mais um mês e vamos até Sesimbra, como é tradição;

O dia dos namorados, talvez com um brunch em casa, feito por mim;

A creche do meu pequeno deve fazer alguma festa de Carnaval, então já tenho um fato para ele usar 😅

 

E para já, é isto.

Desejo que muitas mais coisas boas venham até nós.


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