segunda-feira, agosto 10

Das poupanças e dos Extras

Como já aqui referi, ganho pouco acima do ordenado mínimo.

Sim, recebo ainda um valor por fora e é a minha salvação. Se não, não sei mesmo como raio eu fazia a minha vida!

Normalmente, poupo, em média, por mês, 15% do meu ordenado. Uns meses mais, outros menos. Já tive meses de poupar 10%, já tive meses de poupar quase 30%. Mas a média, lá está, ronda os 15%.

Se acho pouco? Sim. Mas é o que consigo arranjar, com o ordenado que tenho.

Verdade que também tenho tido muitos "extras" e o mês de Julho, foi um mês disso mesmo.

E atenção, há extras que têm mesmo que ser.

Em Julho, por causa de termos ficado doentes, foram 90€ em medicação. 

Calhou ser o mês de comprar as lentes, mais 75€. (Sim, poderia usar só óculos, mas não dá para treinar assim de óculos)

Já comprei algumas prendas de Natal.

Tivemos o seguro da casa.

Comprei uma peça para a minha pulseira, porque uma que tinha estragou-se e tive que trocar e ainda gastar este valor, que não devolvem o dinheiro.

Sim, há extras que podiam ser evitados, mas "só" nestes extras, gastei perto de 320€!

Ainda assim, consegui poupar perto de 200€. 

E não, as contas não são lineares para verem qual o meu ordenado ao certo, porque aqui nestes valores ainda entram o abono do filho, que somo ao bolo e depois levanto, o pagamento da limpeza das escadas, etc, etc.

Mas isto para mostrar que, quando vêm com a conversa que "ah, o ordenado chega para as contas", só se for mesmo para as contas básicas! E isto, a dividir despesas com o marido.

Sim, mais uma vez, se fosse eu sozinha, podia cortar aqui em muita coisa... Mas mesmo assim, ia ser impossível.

Ainda bem que consigo poupar, mesmo que pouco. Ainda bem que tenho dinheiro para pagar estas despesas extras. E ainda bem que nos podemos dar a "pequenos luxos" (que sinceramente, não acho luxo nenhum, temos que viver, não é? Mas enfim).


 

quinta-feira, agosto 6

Trabalhar por conta de outrém

Porque eu falo tanto em estar farta de trabalhar para os outros, querer largar um bocado essa vida, etc, etc?

Ora bem, quem me conhece, sabe que sempre quis ter algo meu, coisa que nunca se proporcionou.

Quem me conhece, sabe que não sou rica e ganho praticamente o ordenado mínimo.

Mas há mesmo muita ginástica da minha parte, algumas heranças pelo meio, verdade, para poupar.

E não há aqui só investimentos em Certificados de Aforro. Há Acções, Obrigações, PPRs, tudo e mais alguma coisa.

Há trabalhos extras, há hobbies que vão dando algum, etc.

Com o meu filho, nasceu em mim ainda mais a necessidade de não passar a vida a correr atrás de algo, que, pelos nunca dificilmente vou atingir. 

Ou tem que se acordar cedo para sair cedo, e perco à mesma anos de vida do meu filho, ou passa-se horas e horas em deslocações e chego ao fim do dia cansada e sem paciência para ele, ou trabalhamos que nem escravos e recebe-se mal... Há aqui muitas coisas a pesar na minha decisão e eu sempre disse que não queria trabalhar a vida toda. Pelo menos, para outra pessoa, nestas condições.

Atenção, eu gosto de trabalhar. É útil e faz-nos sentir vivos e úteis. É importante, sim! Mas não gosto é de ver que estão a acabar com o trabalho híbrido, sem lógica nenhuma para o fazerem sequer.

Há quem deixe de trabalhar por causa dos filhos, eu não posso, infelizmente. Mas estou a tentar adaptar a minha realidade. Não quer dizer que consiga, mas estou a fazer por isso! Lá a lutar estou eu, agora se consigo, são outros assuntos.

A ideia é, se tiver um negócio meu, perfeito. Se não tiver, pelo menos, poder trabalhar só em part-time. Já não é mau, já me posso dedicar ao meu filho, às minhas coisas e pagar as minhas continhas descansada.

Eu não quero luxos, por isso... Um part time, como deve de ser, deverá chegar (a juntar os extras todos, claro!)



quarta-feira, agosto 5

Regresso ao trabalho

Este mês de Agosto, à partida, é o último mês que trabalho remotamente. A partir de Setembro, passarei a ir à empresa, à mesma os dois dias por semana.

Atenção, sou muito agradecida por este ano poder ter ficado em casa, por poder acompanhar o Tomás da maneira que acompanho, tudo.

Sou agradecida também por, mesmo tendo que voltar à empresa (que ainda não é certo), poder só fazê-lo dois dias.

Mas não deixa de estar a mexer comigo. Já sinto os nervos, já sinto a instabilidade a instalar-se.

Eu não tenho necessidade de ir à empresa. É que não faço lá absolutamente nada que não faça em casa. E demonstrei isso e bem, neste último ano.

Mas a ter que ir, que ainda terei que falar com o meu chefe, vou pedir para trabalhar lá até às 14h30, continuar a ir buscar o miúdo às 14h40 +/-, se possível, e fazer a hora de almoço nesse intervalo. Depois, fica apenas a faltar 30min, que poderei bem fazer a partir de casa.

Duvido que me rejeitem a ideia, mas vou perguntar à mesma.

Se não, vou dizer que faço a jornada contínua e saio às 15h e não trabalho mais.

Sim, o Tomás a ficar lá mais 30 min +/-, mas o máximo que eu consigo.

Quando deixar de dar mama, será outro stress, mas logo verei na altura.

Gostava de acompanhar o meu filho, assim, até pelo menos aos 3 anos. A ver vamos. 


 

segunda-feira, agosto 3

Balanços Positivos

E já passou o Julho também, já estamos em Agosto e é o último mês que trabalho sempre em casa... 😔

Julho teve:

A minha irmã que veio a Lisboa e matei saudades;

Os anos dela;

As corridas à 2ª feira;

Um 2º workshop de bolos;

O meu bebé fez 13 meses;

Dividendos baixos, dificilmente ultrapassarei os 150€ do ano passado, mas bons à mesma;

Passeios bons, nós 3 (cão) ou 4 (marido) 😅;

 

 

O pior deste mês foi ter estado 6dias de baixa e termos todos estado com gastro.


 

quinta-feira, julho 30

Crédito Habitação vs PPR

Como disse, criei na semana passada 2 PPR.

O objectivo de um deles é ser investimento, logo, não vou colocar como benefício fiscal.

O outro, com um valor mais pequeno (neste caso, o valor teve de ser mesmo 1750€, para a minha idade, para poder ver para o ano se tenho ou não o benefício fiscal). 

Como tenho que o ter, no mínimo, 5 anos, claro que andei a fazer contas.

Se, um grande SE, o declarar no IRS para benefício fiscal, tenho que o manter 5 anos. Para poder depois mexer para pagar o Crédito Habitação, idem. Logo, tenho 5 anos para juntar dinheiro para abater o Crédito Habitação. Já lá conto com 1750€.

1750€ * 5 anos = 8750€ fora juros que ganhe, valorizações, etc. 

Se, e aqui mais um grande SE, o benefício se comprovar, durante 5 anos, irei obter mais 300€ * 5 = 1500€

Ora em 5 anos, junto a nada má quantia de 10.000€.

Qual é a ideia depois?

Agarrar em 2500€ de cada vez e ir abatendo, assim como o marido, no Crédito Habitação e com isto, pagar a casa bem mais rápido! (Pelas contas, passar de 16 ou 17 anos que faltam, para pagar em 9 ou 10, já com estes "atrasos")

Dos passos todos que quem estuda finanças pessoais e investimentos/poupanças falam, só me falta este! E decidi que quero mesmo avançar com isto, pois estou farta mas farta de trabalhar para os outros, sem obter valorização alguma e logo, preciso despachar a única dívida que tenho.

Quais são os "maiores obstáculos" aqui?

O marido ainda está a pagar o carro dele e eu, mais ano, menos ano, irei precisar de um também! Mas o meu caso, logo se vê! Tentar poupar o Ferrari ao máximo. Já o marido, tem mesmo que pagar o carro dele.

Fazendo mais contas, tenho pela frente, pelo menos, mais 3 anos de reforços do PPR. Este ano, que o marido não paga o carro de certeza, o próximo ano, que não sei se terminará ou não e mais um ano, pelo menos, para o marido juntar dinheiro. Por isso, mínimo, 3 anos. Se não forem 4, mas vamos pensar em 3.

Como não poderei mexer no PPR em 3 anos, ou liquido um Certificado de Aforro dos mais recentes e abato do C.H. ou junta-se mais esses 2 anos em falta e abate-se em vez dos 2500€, 7500€, por exemplo. E até lá, tenho as coisas a render e a ver se me dão mais algum.

E depois, usarei o dinheiro o PPR para abater no Crédito Habitação que faltar, ou acabo com ele, ou se correr bem e o benefício se mantiver, mantenho-o e é mais uma coisa onde posso ter o dinheiro a render e posso ir reforçando.

São muitas decisões que temos que tomar, embora pareçam já tomadas, ainda não é certo, muitas noites eu tenho ficado a pensar nas coisas e muitas contas tenho eu feito.
 
Sim, porque o dinheiro não estica. E eu não consigo poupar para os PPR, poupar para as acções e pagar ainda as contas todas. Só se deixar de pagar contas 😝 



quarta-feira, julho 29

PPR

Eu, Cláudia Joaquina me confesso... Após 38 anos de existência... no dia 23 de Julho do ano de 2026, criei o meu primeiro PPR. Aliás, criei dois! 😂

E que nervos eu senti!

Sim, criei dois PPR sem saber muito bem ainda como funcionam, mas é o que é. Ninguém se entende, ninguém se decide. Parece que toda a gente tem as mesmas dúvidas, já que existem, no geral, duas versões, acerca dos PPR:

1º Vai-se realmente buscar o benefício, quer se desconte ou não em sede de IRS (até para quem ganha o mínimo e não desconta, vai-se SEMPRE buscar o benefício);

2º Não se vai buscar mais que aquilo que se desconta e quem recebe o mínimo não tem direito a nada.

Basicamente recebi estas duas versões de explicações, sempre que o perguntava a alguém.

E como vejo que está metade da população errada, criei dois PPR e logo se vê!

Para o ano, venho cá contar como raio isto funciona 😂

E agora, perguntam vocês: E porque criaste dois?

E eu respondo: Porque um, é para ver se realmente tenho o benefício fiscal e o outro, é investimento.

Um, menos agressivo, investe em Acções e Obrigações (eu, menina que há 3 anos não sabia o que era uma Acção, agora tenho Acções em todo o lado 😂) e o outro, mais agressivo, é para investimento e ficar ali, a ver se rende, também investindo em acções, mas só e apenas.

A ideia, se correr bem com o PPR que é para ter o benefício fiscal, é juntar lá o dinheiro que me vai servir para abater no Crédito Habitação, que, pelos vistos, também já teve algumas mudanças e não é assim tão simples como isso, mas enfim. 
Pelo menos, tenho que o ter 5 anos, se for para benefício, e não poderei mexer nele antes disso. Logo se vê, mais uma vez, para o ano, como as coisas correrão.

E é isto. 

Como disse, estava nervosa. Porque não percebo nada disto, mas arrisquei e bem. Coloquei logo lá o resto do dinheiro que juntei durante alguns anos e estava parado. Neste momento, tenho absolutamente tudo a render. TU-DO.

Mas, mais uma vez, só arriscando é que se consegue atingir certos objectivos, principalmente os que eu tenho em mente. Tem de se sair da zona de conforto, arriscar a perder um bocado, para se tentar ir buscar um bocado mais também.

Mais uma vez, se for uma coisa a longo prazo, dificilmente perderão dinheiro. 

Fica a dica.



segunda-feira, julho 27

Gastro

O meu filho, apanhou de novo uma gastro, mas desta vez, Jesus...

Começou na madrugada de Terça 14, para Quarta 15. Lá vomitou umas 5x ou 6 x, antes de ir para o hospital, mas vá lá, desta vez, não me fizeram esperar que ele vomitasse mais vezes.

De novo, ali horas. Lá vim com o diagnóstico de uma gastro.

Fiquei de assistência à família Quarta e Quinta. Avisaram-me que ainda poderia vomitar mais e depois viria a diarreia. Aconteceu tudo como disseram. Mas chegou ao ponto de, de 5min em 5 min, estar a mudar a fralda ao pequeno. E pior, nunca lavei tanta roupa de cama como esta última semana. É tão mas tão líquido, que a fralda não estava a reter nada.

Quinta de noite, começo eu a sentir-me mal também. Algumas dores de estômago e desde que me tinha deitado, não dormia. Zero. Eram umas 23h, fui vomitar. Não adormeci e fiquei ali, a passar mal.

Perto das 5h da manhã, foi a vez do marido. Não fomos trabalhar, mais uma baixa, mas agora para nós.

Diagnóstico? Apanhámos a gastro do miúdo.

Admito que eu, de nós os 3, fui a que teve sintomas mais suaves ou pelo menos a que se aguentou melhor. Vomitei duas vezes e nada mais. Não tive diarreia. Mas tive febre, dores no corpo, dores nas costas, na cabeça... Andámos a comer canja sem gordura, tudo só cozido, durante uns dias e eu melhorei, apenas estava a sentir o estomago ainda revoltado mas o marido, zero melhorias. Vomitou mais vezes e ainda ficou mal da barriga até Sexta da semana a seguir! 

Já o pequeno, 6 dias após isto tudo, ainda tinha diarreia, comia mal e para beber água, era/é um stress. Claro, teve que ser observado de novo, principalmente porque fazia muitas vezes diarreia e é muito pequeno para isso, sendo perigoso por causa da desidratação. Mas está tudo bem e entretanrto parece já ter melhorado.

Esta claramente bateu mais forte, não passou tão depressa e sinto que foi mais agressiva, já que apanhámos os 3!

Mas li uma notícia, de um surto em Castelo Branco, com 120 pessoas com gastro. Jesus...



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