quarta-feira, outubro 7

Estou sozinha no mundo

Calma, calma... Tenho pais, irmãos, marido e filho.

Tenho alguns amigos com os quais, parece, posso contar.

 

Mas aconteceu uma coisa, até foi no dia em que a bateria do carro pifou, me mudou. Aliás, foi mesmo pelo facto de a bateria ter dado o berro que despoletou isto tudo e me fez, mais uma vez, pela força da dor, mudar.

Ouve ali qualquer coisa que morreu em mim, sério. Admito.

 

Ora então, ia eu levar o Tomás à creche, tento ligar o carro e nada. Não liga. Percebi logo que devia ser bateria. Chamou-se um Uber, logo um stress de morte de manhã mas lá fui deixar o pequeno e só me atrasei 10min para o trabalho.

Disseram-me que podia ligar para a Assistência em Viagem para me virem ligar o carro com os cabos e assim o fiz. Mas, para ligar 1h antes da marcação da oficina. Marquei a oficina, 13h, liguei ao 12h para a Assistência.

Ora que, nem 10min depois, tenho o homem da Assistência ao pé do carro!

Saí de casa, fui lá e era mesmo a bateria, morta. Nem me aconselhou a desligar o carro.

1º stress, tinha vindo sem carteira. Pedi ao Sr. para ficar ali ao pé do carro ligado, para eu poder vir a correr a casa buscar a minha carteira. Lá ele esperou, que muito agradeci e comecei a minha saga de telefonemas.

Liguei para o meu irmão, ia trabalhar. Ok.

Liguei então para a minha mãe, para saber se podiam ir lá eles (pai e mãe, ela não conduz) uma vez que eu estava a trabalhar e não tinha como lá ir e não podia mesmo desligar o carro.

A minha mãe, a insistir para eu ligar para o meu irmão, pois como ele nem sempre tem o tempo todo ocupado, podia ser que conseguisse lá ir. Posso dizer que me respondeu aos berros, que estava a trabalhar, que não podia, e que se estava cheia de pressa, que usasse o Uber.

Desliguei-lhe, aos berros também, o telefone. E claro, é fácil falar para quem não tem despesas, para usar um Uber todos os dias!

Ir pôr o Tomás à creche ficou logo em 5€. Buscar, se fosse necessário, pelo menos mais 5€. E tinha a reunião do negócio nesse dia!

Voltei a ligar para a minha mãe e ela bem insistiu para irem lá, para me ajudar, mas o meu pai, claro, lá "atrás" a falar, refilar, até que o ouvi dizer "como deves imaginar, não tenho muita vontade".

Só disse à minha mãe "Esquece, eu vou sozinha" e desliguei o telemóvel.

Agarrei, fui tratar do carro e vá lá que trataram dele um bocadinho antes da hora marcada. 

Mas o caminho até lá?

Fui a chorar. Mas a chorar mesmo.

É muito triste, olhar à nossa volta e ver que estamos sozinhos, quando estamos mesmo assim, rodeados de pessoas!

E eu, que se fosse preciso, mesmo para o meu pai, saía do trabalho, pedia para compensar depois, para o levar ao médico. 

Mas aqui fica a lição. Os outros, claramente, OBVIAMENTE, não são, de todo, iguais a mim. Nem de perto! Nem de longe!

Fiquei mesmo aqui com um buraco.

Ok, nós não nos falamos! Mas era um favor para uma coisa que eu, à partida, não arranjei logo solução. Mas não. Mesmo assim, decidiu armar-se em otário como sempre.

A minha mãe, bem... ela bem insistiu, é verdade. Mas custa-me também ver o dependente que está, as permissões que tem de pedir, etc, etc...

Depois claro, ligou-me toda preocupada. Não lhe respondi a nada. Até fiz questão de lhe dizer "esquece, porque depois vais contar tudo a esse aí". E sim, esse aí. Esse aí, que cada vez mete mais nojo.

Ah e fiz questão de lhe dizer, que provavelmente está a passar pelas merdas todas que está a passar, pelo mal todo que já fez às pessoas.

Pode não ter tido uma infância fácil, mas podia ter escolhido evoluir, assim como eu o decidi fazer. Mas não. 

E aqui fica registado, comigo, para ele, não conta mais.


 

terça-feira, outubro 6

Bem vindo, Outubro

E Outubro já entrou com toda a força... Mais um mês que voa...

Um feriado, para começar bem 😊;

Saio do ginásio onde estive durante 9 anos +/-; 

Espero eu que o início do novo ginásio, andam a adiar, credo...;

O início de uma prestação da casa mais baixa para mim;

O meu bebé a fazer 16 meses, claro;

E não sei mais, mas com certeza, muitas coisas boas! 

 

O pior para este mês, que já estou a antever, é o ter de voltar presencial para a empresa e pior ainda, 3x. Não chegavam duas, 3x...


 

quinta-feira, outubro 1

Balanços positivos

E Setembro já acabou. E parece-me que, se o tempo estava a passar a voar, apesar de nunca mais o ter desejado, apesar de tudo, agora até ao final do ano vai ser um instantinho.

Vamos lá ver o que Setembro me trouxe:

 

 
 
O 1º dia na creche do 1º ano, do Tomás e o meu bebé que está um crescido;

Bons dividendos, finalmente;

Algumas idas à praia;

Muitos passeios e caminhadas;

A reunião por causa do negócio que andamos a pensar;

Tive a tal entrevista que pensei ser toda em Inglês;

O meu filho lindo fez 15 meses;

1 semana de férias;

Os anos do marido;

9 anos casados;

Muitos almoços fora;

Voltámos a correr, aliás eu e o Tomás, que o marido nunca parou 😅 

Cancelei finalmente o meu ginásio e assim não há pagamentos duplos;

Avancei com um pagamento antecipado do Crédito Habitação. 

 

O "pior" deste mês, foi ter que ir desvitalizar um dente e a brincadeira ficou em 400€! Um roubo! E eu a pensar que tinha o seguro, que ninguém me tinha dito nada, só depois de duas consultas, me avisam, que não estou dentro do plano. Fiquei para lá de passada e quando vi a conta até me vieram as lágrimas aos olhos. E não, também não tenho direito a reembolso por parte da seguradora.

E tive de ir comprar uma bateria para o carro... morreu de um dia para o outro. Parvo 😂 

Foi um bom mês.


 

quarta-feira, setembro 30

Das férias

Foram super simples, mas souberam muito bem.

O descanso, esse, nem vê-lo. Tomás a dormir super mal, não sei se do calor, se pico de desenvolvimento, se dentes, se tudo junto 😐 dorme pior agora, do que quando era mais pequenino.

Dei com ele, deitado a meu lado, por duas vezes, sem eu ter dado conta. Claro, foi o marido que o pôs lá, mas eu disse-lhe para me acordar, para depois o pequeno não ficar a noite toda ali, a mamar. É que depois não larga a mama 😂

Bem... estas férias tiveram duas idas, muito pequenas, à praia, muitas caminhadas, uma ida à Tapada de Mafra e ainda se viu os veados e os javalis, andou de triciclo, brincou, andou a pé, ele, sozinho, fartou-se de ir almoçar fora, fartou-se de passear! Ele e nós 😛 

Como disse, uma vez que não se ia para lado nenhum, optamos por comer fora e mesmo assim, não foram os dias todos.

Mas soube bem!

Conseguimos, finalmente, ir a 3 restaurantes que tínhamos vontade de ir e olhem, cada um melhor que o outro. Nenhum desiludiu.

Os anos do marido e nosso aniversário de casamento ia-se comer o pequeno almoço fora, mas ainda bem que não se o fez. Ficamos a comer por casa, ainda fiz panquecas e ovos mexidos, enquanto o marido foi comprar pão.

Demos a provar imensas coisas ao Tomás, até bifana comeu e pelos vistos é a única maneira de comer carne. Tem de ter pão 😂 

Até carne picada pus num pão e lá ele foi dando umas dentadas. Malandro.

E foi basicamente isto.

Muitos km andados e vim de coração cheio de novo.

Poder proporcionar a ele estas coisinhas todas, ok, memórias que não se vai recordar, mas iremos nós.

E o tempo, esse, foi muito bem aproveitado!

 

Ahhhh! Tivemos "férias" foi do cão 😛 uma vez que as caminhadas eram o dia todo, para o bicho não ficar todo o dia fechado, foi para os avós. Mas foram só dois dias. No regresso, teve direito a cama lavada e banho.



segunda-feira, setembro 28

Sair da zona de conforto

Meu Deus.... Eu já aqui comentei várias vezes que parece que a vida está estagnada, que não se faz nada de novo e andamos aqui no ram ram.

Claro, eu fui tentando vencer a minha ansiedade, que a continuo a sentir, mas tento que não comande a minha vida, como comandava. Quem se lembra que tentei aprender a andar de bicicleta, conduzir o carro no estacionamento do ginásio ou qualquer um que fosse?

Fui saindo, aos poucos, da minha zona de conforto, sim!

Mas parece sempre que não.

Não que eu odeie rotina, mas sentir-me estagnada é que é pior. Mas de facto, se há coisa que, parando e pensando bem, eu não tenho estado, é estagnada. Ou pelo menos não em todos os campos.

E mais uma vez, até foi a Teia que me chamou a atenção disto!

Eu, que nunca senti nada para ser mãe, fui mãe e desde esse dia, mudei tanto!

E posso dizer que, em 1 ano e 3 meses, meu Deus, cresci e tive retornos tão bons!


- Já publiquei um poema num livro;

- Estou em fase de publicar o meu 1º livro;

- Vou, mais o Tomás, conduzir para quase qualquer local para onde tenha de ir;

- Aceitei fazer uma entrevista que supostamente era toda em Inglês (não foi, mas eu não sabia), arrisquei e ainda recebi um bom feedback, que não estou assim tão enferrujada;

- Nesse dia, senti necessidade de escrever um texto público no LinkedIn a falar disso mesmo, coisa que nunca tinha feito!

- Cancelei o meu ginásio e vou para o tal outro mais barato;

- Fui, mais o Tomás, tratar de obter respostas para o negócio que eu e o marido andamos a matutar;

- Fui fazer 2 workshops de bolos;

- Vou criar a página dos mealheiros e tentar fazer outras coisas;

- Fui à praia sozinha com o Tomás... 

Quer dizer... a quantidade de coisas que já fiz/já avancei para... é imensa!


Obrigada a quem me tem acompanhado. A quem apoia. A quem incentiva. 

A quem não acha parvo eu ter medo de estacionar o carro num estacionamento fechado... A ansiedade faz destas coisas, mas eu decidi que não quero mais ser comandada por ela!



segunda-feira, setembro 21

Férias

Esta semana estamos de férias e deverão ser as últimas deste ano.

Mais uma vez, vamos ficar por casa, mas como o marido faz anos e nós fazemos 9 anos de casamento, como este ano férias foram quase que a fingir, decidimos que vamos comer fora na maioria dos almoços. 

Claro, o dinheiro do meu lado já começa a escassear, mas vale a pena.

Dia 23, o dia de anos do marido e nosso casamento, vamos passar o dia todo fora. Já temos pequeno-almoço, lanche e jantar marcados. Tudo marcado pelo marido. Vamos os três, como é óbvio.

Nos outros dias, logo se vê. Praia vai haver, passeios, talvez mais um pic-nic.

Ainda pensei se iria colocar o Tomás na creche, mesmo que só 1h, para não regredir na habituação, mas não, estamos os dois em casa, quero o meu filho comigo.

Espero desligar de novo, acalmar um bocado o coração, já que o regresso ao trabalho, está para breve. 

Espero que os planos corram como esperado.

Quero começar a entrar numa nova fase na minha vida, parece que se deu aqui um click!


 

quinta-feira, setembro 17

Olá, sou a Cláudia e tomei uma decisão

Pois é, finalmente deixei-me de coisas e dei o primeiro passo... para quê?

Terminar o meu Crédito Habitação!


Admito que pensei pagar já a minha parte toda e despachar este assunto. Ia ficar sem grande parte das minhas poupanças. Mas, com a dúvida se me despeço ou não, se vou para um part-time ou não, decidi pagar apenas metade da minha parte.

O meu marido não vai acompanhar, logo, divido a prestação por três e pago-lhe esse terço e está feito.

Comecei a fazer contas, entrei em contacto com a gestora de conta e lá decidi avançar.

Porquê?

Ora, não tenho o dinheiro parado mas, onde está investido, não me dá, ao ano, aquilo que eu vou poupar em juros. 

Só para terem noção, e fazendo as contas a este ano apenas, o valor que vou abater não me dá em lado nenhum, ao ano, perto de 850€. Que é a minha parte, só de 1 ano, de juros do empréstimo.

Podia colocar o valor em acções, mas dificilmente ia começar logo de rajada a receber isto.

E foi este o grande motivo de eu ter agarrado e decidido isto.

Após algumas contas, e após ver as duas simulações, decidimos abater no prazo, isto é, vamos passar de dever 16 anos que faltam, para 11. E estes 11, vão ser reduzidos ao longo do tempo, de certeza, querendo nós que passem de 11 para 8, se possível.

Se tudo correr bem, significa que de 25 anos, pagamos a casa em 16 anos +/-.

E de repente, só por baixar logo 5 anos (60 prestações) por ir entregar este valor,  a poupança ascende aos 18 mil€.

Ora, é dinheiro!

Como a prestação vai-se manter igual, o marido vai passar a receber menos da minha parte mensalmente e eu, com o valor que me "sobra" vou juntar ao valor que vou poupar do ginásio e tentar juntar e vai servir, ou para investir no meu PPR de benefício fiscal ou para ir juntando para o carro ou algo do género. Destino o dinheiro tem sempre. 

E posso dizer que, com esta decisão, senti uma parte de alívio, outra parte de excitação. Quero a minha vida a mexer e começou por aqui!


 

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