segunda-feira, setembro 26

Das férias

Não as senti como tal.

Não visitei nenhum sítio a que nunca tenha ido, não dormi até ao 12h, não passei os dias na praia, nada.

Com o meu avô e o cão doentes, não me consigo andar a divertir, lamento. Nem queria estar longe, caso precisassem de mim.

Como não fomos para lado nenhum, decidimos almoçar e jantar fora todos dias. Isso sim, deu para experimentar alguns sítios novos e gostei de alguns. Mas a minha cabeça não estava lá. O corpo estava, a cabeça, o coração, não.

Todos os dias a acordar às 8h e não dormia mais. Ainda consegui treinar alguns dias mas pouco mais.

Fomos à praia três vezes, mas assim meio a despachar.

Sinto-me tão cansada como quando fui.

Sinto que a minha energia foi drenada, em vez de restaurada.

O marido fez anos e nós fizemos 5 anos casados, mas foi um dia normal. Nem fiz questão de o tornar especial, nada. 

Só quero os meus bem, nada mais me interessa neste momento.

Aliás, até sinto que vim mais depressiva das férias. E está-se a notar na minha cara. Nada me anima. Nada me motiva. Tenho vontade de estar sozinha, sossegada.

Enfim.

Melhores dias virão, estou a contar com isso.



sábado, setembro 17

Até já prolongado

Ora bem, é fim-de-semana, mas eu também vou entrar de férias.

Na próxima semana vou estar de férias e tinha planos, mas agora já não. Não vamos para lado nenhum.

A ideia era, tentando sempre poupar o máximo, ir para a algum lado. Como está tudo tão caro, acabámos por pedir a casita emprestada, no parque de campismo onde está o irmão do marido e assim poupavamos a estadia.

Mas com o meu avô internado, o carro que precisou de um arranjo e o cão que teve que ser internado, já não vamos.

Com o tempo que se tem feito sentir, também não ia para lá fazer nada. Não vou para a praia, não vou passear à chuva, nada. E para isso, fico em casa.

Mas de qualquer modo, à partida, serão férias.

Nesse sentido, volto para a semana. Espero que com novidades boas.

Mas quero descansar. Quero dedicar-me ao meu livro. Quero dedicar-me ao desafio que propus a mim própria e quero dedicar-me a uma novidade que à partida vem aí.

Por aí, divirtam-se.



sexta-feira, setembro 16

Do DIU

Dois dias antes da retirada do DIU, tinha uma preparação para fazer.

Fiz um teste ao covid e deu negativo - 💪

Tinha que colocar dois comprimidos, um em cada dia, cá para dentro - e aqui começou o meu inferno. Os comprimidos, como eu referi, eram abortivos. Para quem está grávida no final, provocam o parto.

Eu nem ia abortar nem parir, mas senhores... Eram 2h30 da manhã do 1º dia e só desejava que um raio me partisse ao meio. Umas dores, que equiparo às do período, mas mais fortes, a noite toda! Não dormi nada!

Parecia que me estavam a torcer o útero. Virava para um lado, virava para o outro, levantava-me, eu sei lá e nada de as dores passarem. A médica bem podia ter avisado ou pelo menos dito para tomar algo para amenizar as mesmas. Mas não... 😒

Fiquei com a zona do útero super inchada. Parecia quando se bebe água para eles fazerem uma eco, sabem? Assim estava eu, bem barriguda.

Mas as dores, essas, continuaram no dia seguinte e, à noite, toca de colocar mais um comprimido. Vá lá que nessa 2ª noite correu melhor e as dores acalmaram. Dormi a noite toda e mais pudesse.

Se me estava a sentir nervosa, as dores fizeram com que me concentrasse só nelas. Quais nervos, quais quê.

Na manhã de Quarta, tomei mais 2 comprimidos, um calmante e um para as dores. Dirigi-me ao hospital com a certeza que o calmante nada fez.

Resumindo e baralhando, já me retiraram o DIU. Sim, doeu, mas consegui suportar. Queixei-me, claro. Mas tanto a médica como a assistente sabiam da minha ansiedade. Foram super compreensivas e fiquei-lhes muito grata.

Daqui a um mês volto lá, para saber se fico a tomar a pílula, se coloco outro diu.

Tenho 1 mês para me decidir senhores, 1 mês.

Mas finalmente este assunto está resolvido!



quinta-feira, setembro 15

Dos negócios próprios

Numa outra conversa com a minha irmã, fiquei completamente chocada com algumas das coisas que me disse. É a opinião dela, nem entrei por aí, mas fiquei a matutar naquilo que ela disse.


Eu comentei que, se ela estivesse em Lisboa, se calhar já me tinha atirado a abrir o meu negócio, pois tinha-a a ela para me ajudar.

Pois que me responde que "Deus me livre, trabalhar para a família".

Fiquei parva.

Se fossemos uma família que nos déssemos todo mal, até fazia sentido e aliás, se nos déssemos mal, nem a convidaria para trabalhar comigo, mas não se tratando desse caso, qual é o mal?

Ajudar o meu familiar a ter sucesso, o trabalho é pago, se ele se sair bem, é provável que eu me saia bem também, não vejo problema.

Pois que me diz que "Temos opiniões diferentes e isso não é o meu sonho".

Ora claro que não é o sonho dela, mas será que dali não poderia o dela realizar-se também?

E ok, temos opiniões diferentes, mas se eu é que investi, se eu é que estou a arriscar tudo, é claro que quem manda, sou eu. A dona do negócio, sou eu. Mas parece-me óbvio que, no final do dia, eu peça justificações daquilo que achar necessário. Mas não quer isso dizer que lhe tire a responsabilidade de fazer a função dela.


O meu irmão, já aqui referi, anda a ver se vale a pena comprar ou não a empresa do patrão. Se ele me convidasse para trabalhar com ele, acham que eu dizia que não? Claro que não! Para me matar a trabalhar, que seja para ajudar os meus! Pois acredito que, se ele tiver sucesso, eu tenho sucesso. O ordenado provavelmente iria ser maior. A facilidade de trabalhar remotamente, idem, o esforço de o ver vencer, provavelmente ia ajudar-me a vencer também.

Estarei errada?



quarta-feira, setembro 14

Luxos ou não?

Quem me segue, sabe que tanto eu como o marido, recebemos mais que o ordenado mínimo e não temos filhos.

Isso permite-nos fazer/ter algumas coisas que, noutras condições, talvez não conseguiríamos.

Temos as nossas despesas e acreditem quando vos digo que apesar de pelo menos eu conseguir poupar um bocadinho do ordenado, muitas vezes nem 10% consigo. (E baseando-me no meu mapa financeiro, o bolo é mesmo despesas fixas que, infelizmente, não consigo reduzir por agora).

Mas voltando ao tema de conversa, o que considerar luxo ou investimento?

Há dias, falava com a minha irmã (25 anos contra os meus 34 anos) e ela disse-me algumas coisas em que acredita que me fizeram confusão.

Ela quer engravidar, como já sabem, eu não estou para aí virada. 

Mas, digam-me o que disserem, para ter filhos, é preciso dinheiro. E não me faz sentido ter poupanças e estoirá-las com o nascimento de um bebé. Aquelas poupanças são a minha almofada financeira, não uma poupança para gastar em puericultura, por exemplo.

Então ela começou com a conversa que, arranjar as unhas é um luxo. Ir ao ginásio, é um luxo. 

Meus amigos, infelizmente sei de muita gente que mal tem dinheiro para a comida, quanto mais para ir arranjar as unhas, mas não refiram aquilo que eu disse, como luxos. 

Eu gastei, porque podia, óbvio, uma fortuna a arranjar os dentes. Se é um luxo? Não. É uma necessidade básica! Todos deveríamos ter acesso a dentista público. Acham que colocar aparelho é um luxo? Poderá ser considerado luxo sim, se for só por estética, mas no meu caso, por exemplo, já tinha dificuldades em comer.

Ir ao psicólogo é um luxo? Não. Só eu sei como estava a ficar a minha saúde e como em sinto agora. 

Ir ao ginásio é um luxo? Não. Se não fosse o ginásio, eu estaria bem pior da minha ansiedade.

Arranjar as unhas é um luxo? Também não o acho, pois a vida é claramente mais que trabalhar para os outros enriquecerem e pagar contas.

Agora se toda a gente tem acesso fácil a estas coisas? Mais uma vez e com muita pena minha, não, não têm.

Mas não lhe chamemos luxos. Pois não o são. Na minha ideia, são necessidades básicas que nem toda a gente tem acesso, INFELIZMENTE!

 

Comprar roupas de marcas, talvez seja um luxo. Comprar roupas mais baratas já não, principalmente se precisarmos delas.

Ter um grande carrão de marca, talvez seja um luxo. Ter um carro normal para ir trabalhar, não.

Ir viajar para o estrangeiro, talvez seja um luxo. Mas ter direito a férias e a não fazer nenhum nesse período, poder descansar, espairecer, divertimo-nos, não.


Aqui o problema está que somos quase chicoteados pela sociedade a achar que, só porque nos arranjamos, passamos férias fora cá dentro ou andamos no ginásio, somos ricos. 

Isto, a meu ver, são os mínimos! E todos, mas todos, deveríamos ter acesso a eles.

E ter um filho, por exemplo, não nos devia colocar entre a espada e a parede e termos que decidir se temos efectivamente o filho e deixamos de ter possibilidades de tratar de nós ou não o temos e conseguimos viver com a mínimo de "dignidade".



terça-feira, setembro 13

Psicólogo

Se em 6 meses eu noto diferenças brutais em mim, pequeninas individualmente mas, num todo, brutais, eu imagino o que 1 ano ou mais poderá trazer.

Crenças que nos limitam que caíram por terra, amor próprio que veio e tenho tentado aproveitá-lo ao máximo (não sei se vai embora ou tempo de duração do mesmo, por isso, é aproveitar), sinto-me mais forte, mais desinibida em certas partes, mais calma, ainda mais independente e finalmente, parece que me começo a sentir adulta.

Já aqui tinha comentado que às vezes me sentiam uma Srª de 90 anos, como uma miúda de 10. Agora, começo a sentir que tenho a idade que tenho, 34 anos.

Ainda tenho um longo caminho pela frente, quer seja com os meus medos/ansiedades em ir sozinha para aqui e para ali, quer seja na questão do amor próprio, etc, mas está a valer tão a pena...

O dinheiro faz-me falta para outras coisas? Talvez. Mas não vou desistir de mim. Está a valer cada cêntimo investido e acreditem nisto que vos digo, é um investimento.

A questão maior aqui, é que fui a única a ir para o psicólogo, mas a verdade é que à minha volta, as pessoas foram forçadas a mudar também.

A mudança, se já desconfiava disso, agora tenho a certeza absoluta, tem mesmo que partir de nós. Olho para o mundo com outros olhos. Não estou focada no negativo.

Se ainda tenho pensamentos negativos? Tenho sim e fazem parte e são necessários, mas não manter o foco neles... Ahhhh, é bom, bom, bom!







segunda-feira, setembro 12

Do fim-de-semana

Agradeço a quem desejou as melhoras ao meu avô.

Sexta saí do trabalho e fui logo despachar as compras. Como já sabia que ia ser um fim-de-semana diferente do habitual, tinha mesmo que ser assim.

O marido quis ir jantar fora numa tentativa de me distrair...  No final do jantar, estava no restaurante a chorar, por isso, pouco efeito fez.

Sábado fui treinar de manhã, numa tentativa de aliviar a cabeça de novo. Consegui treinar, mas sentia-me nervosa.

Fui almoçar, iniciei algumas limpezas e às 16h30 lá arranquei mais a minha mãe, para o hospital.

Domingo também lá fui e resumindo as visitas, só posso entrar eu ou a minha mãe. Fiz video-chamadas nos dois dias, para ele falar com a família toda. Achei graça ao facto de ele estar sempre a dizer adeus.

Achei-o animado e de aspecto, está bem. Mas já nos alertaram que, devido à idade, a 100% não vai ficar e por isso, deverá ir para um lar.

Vai começar a fazer fisio-terapia, mas realmente do lar não se deve livrar. 

E isto, é mais uma das coisas que me anda a tirar o sono. Acho que desde Quinta que passou que não faço mais nada a não ser chorar. Não está a ser fácil conseguir lidar com isto tudo. Não quero o meu avô longe, nem o quero perder. E tenho medo da ida dele para um lar. Eu só o posso visitar aos fins-de-semana.

Só posso desejar que realmente ele melhore e que consiga andar. Andar pelo menos já ajuda. E que recupere, mesmo se não for a 100%, grande parte da mobilidade do braço direito.

Eu sei que ele tem 91 anos, mas é o meu avô e só não faço o que não posso por ele. Por ele ou qualquer outro familiar.

O resto do meu fim-de-semana ainda deu para terminar as limpezas, fazer duas versões de uma receita e escrever umas linhas no meu livro.

Por aí, que fizeram?



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