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quinta-feira, setembro 3

Das férias

Ora como referi, antes de ir de férias "a sério", a 1ª semana de Agosto foi para limpar a casa de cima a baixo, de um lado ao outro. 😅

Custou imenso, com o pequeno em casa a exigir atenção, mas fez-se! E soube para lá de bem voltar a rever, organizar, destralhar a casa.

Também como referi, trabalhei nessa 1ª semana, mesmo que só 1h e dois dias da semana a seguir.

Depois?

Quis mesmoooo aproveitar as férias, já que o marido já só tinha o resto dessa semana.

Fomos à praia com o pequeno uns dias, fomos até às Caldas da Rainha e Rio Maior noutro dia e à piscina, noutro. 

Fizemos um pic nic, tiramos imensas fotos, fizemos muitas caminhadas.

Já a partir de 17 de Agosto, era só eu e o pequeno.

Queria aproveitar da melhor forma os dias. Não queria por nada ficar fechada em casa ou só fazer as caminhadas.

Com medo e ansiedade, fui mesmo assim. Onde? À praia! Só nós dois. Para mim, um motivo de orgulho enorme.

Claro, recebi de muito bom agrado as dicas da Teia. Eu estava com receio de ir com ele, para já porque era novidade, depois, por ir carregada. Ela lá me deu umas dicas e, depois de reduzir tudo ao máximo, lá fomos nós dois. E soube tão bem!

E como lhe disse, senti-me uma crescida 😂

Além da praia, que ainda fomos uns 6 dias só nós dois (depois o tempo não deixou 😒), passeamos imenso os três (cão).

E brincámos. E ouvimos música. E dançámos. 

Sério, soube para lá de bem.

E o meu filho, que já dá uns passos sozinho? Um orgulho!

E ainda fomos às compras, para aliviar a carga do pai. E ainda avançava com as limpezas, para aliviar ainda mais o Sábado...

E para terminar as férias em grande, no Domingo voltámos a andar de autocarro, que o pequeno delira com eles e tivemos várias estreias:

Andamos no elétrico 28, visitámos o Cemitério dos Prazeres e ainda fomos conhecer a Igreja de São Roque. Em mais de 16km andados, passamos por alguns Bairros de Lisboa, para se "conhecer" zonas diferentes e não andar ali sempre nos mesmos sítios. E só vos digo, eu adorei!

Foi puxado, que tivemos o tempo todo sempre a andar e sempre com o pequeno no marsúpio, mas eu, ia feliz.

Ele, não se vai recordar, claro, mas havemos de repetir. Mas ficam as dezenas de fotos que tirei.

Agora toca de voltar a trabalhar, toca de voltar a colocar o pequeno na creche e toca a dar passos em direcção aquilo que realmente quero!


quarta-feira, julho 15

Do tomás

Perguntaram pelo meu pequeno e claro, prefiro escrever um mini texto para mais tarde recordar...

Ora que, quase com 13 meses feitos e:

Não anda, apesar de já dar uns passos agarrado a nós e às coisas;

Nunca gatinhou, nem mostra vontade disso ("gatinha" para trás, que lhe ensinei a descer assim da nossa cama e roda sobre si mesmo quando sentado. Agora também aprendeu a arrastar o rabo e é assim que se desloca 😂);

Já diz algumas coisas, já lhe ouvi dizer mamã, papá, água (claro que com as suas condicionantes), embora agora tenha aprendido a palavra Bê ou Pê e só diz isso, apontando para tudo;

Já notei que, apesar de não falar, entende algumas palavras. Digo cão e ele olha para o bicho, digo Topogigio e idem, balão e procura por ele...Pombo também... É muito engraçado ver este desenvolvimento;

A alimentação dele já está mais variada, já lhe damos coisas nossas, mas adora pão e bolachas das dele, sem açúcar, mas acho graça que para comer um bago de arroz, já se engasga 😂 mas com o pão, não. Já provou pão de queijo também e comeu bem, carne picada, lombo de porco... e as panquecas? Só me ria! Ele a comer e a dizer nham! 😂

Já vai bebendo mais água mas mesmo assim, é um stress... Ou tem que beber directo da garrafa ou do nosso copo, ou ser mandada em espécie de jacto para dentro da boca 😂;

E no dia 6 de Julho, após descer a nossa cama, como lhe ensinei, de costas, deu uns passos agarrado a ela e, do nada, largou-se e deu um passinho sozinho! Fiquei tão contente. Tentei gravar, mas não consegui, claro. Mas ficou tudo na minha memória.

Para já, acho que é isto.


 

 

quinta-feira, julho 9

1 ano de amamentação

Para quem não se via a amamentar, graças a Deus que mudou aqui o chip também em relação a isso e já dura há 1 ano a amamentação do pequeno.

Espero manter, pelo menos, até aos 2 anos. Se conseguir, mantenho mais, até ele querer e eu me sentir bem com isso.

Mas claro, nem tudo são rosas.

Já me disseram que podia ser da amamentação, que põe o sistema imunitário mais fraco, mas a verdade é que realmente, desde que o tive, que ando aqui com alguns stresses.

Comichão que se mantém na pele. Não é o dia todo nem todos os dias. Por isso, não sei que raio é isto. Já fui ao dermatologista e não se passa nada. Mas a verdade é que tenho comichão e incomoda.

Cabelo até sinto que está forte, até em comparação a antes de engravidar.

Agora já tive foi também por duas vezes.... candidíase! Logo após o parto e agora novamente. Eu não me lembrei nem pensei que podia ser isto novamente. Mais comichão, disse ao médico que não ardia quando ia ao wc, mas que estava desconfiada que podia ser uma infecção urinária. Qual quê. Pelos vistos, é isto de novo.

E não posso fazer nada, é mesmo aguentar. Pois é uma questão hormonal.

Sim, porque de falta de higiene não é mesmo, só se for higiene em excesso.

Lá ando eu de novo com cremes e comprimidos vaginais, para ver se trato da coisa. Mais 50€ na farmácia.

Mais alguém que tenha passado por coisas parecidas?

É que realmente são assim as minhas maiores queixas.


 

 

quarta-feira, junho 24

Maternidade

Já aqui tenho falado muito no quanto mudei em relação a este assunto de ser mãe.

E ainda bem que mudei e já disse e repito, não sabia que me ia fazer tão bem e que antes, eu apenas existia. Agora sim, sinto que vivo.

Claro que nem tudo são rosas, mas olho sempre para cada "dificuldade" como uma fase. E tenho levado isto tudo com muita calma.

Li, há dias, mães arrependidas que queriam passar aquela fase rápido, queriam que eles adormecessem rápido, etc, etc... e agora sentiam saudades.

Posso dizer que não estou arrependida de nada, porque sinto mesmo que estou tão no caminho certo, que dói. No meu caminho certo. Cada um, com o seu. Nunca quis despachar o Tomás a adormecer. Se demorar 1h, ali estamos 1h, no escuro, só os 2 e eu sem comer. Tranquilo. Ás vezes demora mais...

Quando acorda 50x por noite, que agora tem sido raro (e ainda bem, aqui a fase da privação do sono não é fácil), ali estava eu, sem pressas para que ele adormecesse e tantas vezes eu chegava a sentir-me mal disposta e super fraca por falta de dormir mesmo... 

Sempre disse que era uma pessoa sem paciência. O meu filho acho que me tem mostrado que até tenho alguma.

Só quando chora, que é raro também, é que admito que não sei lidar bem. Mas rapidamente o faço parar e acalmar e lá voltamos ao registo "normal". 

Sim, sei que há bebés bem mais complicados que o Tomás. Tive e tenho muita sorte. Mas mesmo assim... 

Temos que ter em mente que:

São bebés.

Não sabem o que andam aqui a fazer.

Não se portam mal, estão apenas a ser bebés. 

Mas faz-me confusão, quando se fala em arrependimento até de os ter! Amam os filhos, claro, não coloco em causa, mas depois, vem acoplado o arrependimento. 

Eu já aqui disse, ou a vida das pessoas era realmente excelente, viagens, saídas à noite, eu sei lá, ou então não sei. Eu não tenho saudades da minha vida antes, muito pelo contrário.

Nunca saí muito, nem pouco, sinceramente. Sim, antes saía e era só sair, sem pensar em nada. Agora, tenho mil e uma coisas a fazer antes de sair de casa com o pequeno. Mas sei lá, trouxe tanta alegria, tanto amor, que não o posso, nunca, associar a arrependimento. 


 

segunda-feira, junho 22

Do Oceanário

Para começar, muito obrigada a quem nos deu os parabéns :)

 

O dia de anos do meu miúdo, correu super bem.

Juro que fiquei de coração cheio e acredito que o pequeno também tenha adorado. Sei que não se vai lembrar, mas tenho umas 200 fotos para lhe mostrar depois 😂

Mas... Fazer assim um programa, fica mesmo caro!

Almoçamos fora, para começar. O marido queria ir a um restaurante de Ramen e lá lhe fiz a vontade. 

Depois, o Oceanário. Aquilo é giro e compreendo os gastos, mas bolas, 30€ cada bilhete? Aliás, até escolhi de propósito outro horário, para poder ser 25€ cada bilhete. E ainda consegui arranjar um desconto de 10%. Mas mesmo assim!

Depois, ao entrar, não deixaram o balão do miúdo entrar. Era o aniversário do pequeno!

Conclusão? Tivemos que ir colocar num cacifo deles.

Eu a pensar que o cacifo, como tínhamos bilhetes, era de borla. Qual quê. Paga, 3€ por 2h. E se nos atrasássemos, tínhamos que pagar mais 1h!

Vá lá que o carro ficou super longe e conseguimos apanhar área verde, ali na Expo e conseguimos pagar 6€ por uma quantidade de horas. Se ficasse no parque subterrâneo, nem quero imaginar a fortuna. 

Claro, vai ser uma experiência a repetir, quando o Tomás for maiorzinho, mas a sério, que fortuna.

Falam também tanto das exposições e não sei... Estão giras, sim. Mas uma delas até é só uma sala escura, com luzes a fazer os peixes e outros bichos da água, pelas paredes, chão, etc. Ou as criaturas marinhas, mas é uma sala com 10 criaturas, máximo. 

Enfim, gostei apesar de tudo, só não gostei do valor gasto.

Mas foi um dia diferente e estávamos felizes e de certeza que o pequeno adorou. Achei graça que saiu de lá a dizer "peixe".. 😂

Ah e isto para terminar, realmente percebe-se porque cada vez menos pessoas fazem programas destes. Entre o almoço, bilhetes, estacionamento, a coisa não ficou por menos de 100€. 


  

quarta-feira, junho 17

Parabéns, amor da minha vida

Hoje, o meu maior bem, a minha maior riqueza, faz anos.

O meu filhote lindo, faz 1 ano, hoje.  

E que misto de sentimentos tenho eu, no meu coração.

Adoro vê-lo crescer. Mas ao mesmo tempo, já tenho saudades do bebé que ele já foi.

Pequenino, cabia tão perfeitamente no meu colo.

Agora ainda cabe e vai sempre caber, mas já não há espaço suficiente para um menino tão crescido. Fica com as pernas ao pendurão 😅 

1 ano de muitas mudanças. De imenso crescimento. De me voltar a conhecer. De me adaptar. De me aceitar novamente e mostrar realmente ao mundo, como sou.

Sim, o meu filho faz anos, mas eu também tenho que comemorar este dia. 

Falo como mulher que mudou mesmo muito. Que cresceu. Que se adaptou e que tem praticamente a certeza que está a fazer um excelente trabalho.

 Onde estou a conseguir quebrar padrões antigos e agora faz sentido viver. Onde agora sim, conheci finalmente o que é o amor verdadeiro.

E agradeço a Deus todos os dias, por me ter escolhido e presenteado com um filho assim. Se ele precisa de mim para viver, pois é demasiado pequeno, eu preciso ainda mais dele e nem sabia. É o meu oxigénio, a minha fonte, a minha alegria, a minha vida.

Nunca pensei amar assim alguém e cá estamos.

Parabéns, meu filho lindo. A mãe ama-te daqui ao infinito, porque até à lua, é perto de mais.

Venham muitos mais anos, imensos, centenas, comigo a acompanhar-te e a apoiar-te.

Hoje, vamos almoçar fora e vamos ver o Oceanário. Vamos passear com ele. Não há escola nem há trabalho. 

Acho que vão haver bolinhas de sabão e um balão agarrado ao carrinho😁 

E vai haver muito amor. Beijinhos. Algumas lágrimas por parte da mãe, admito... 😏 

É mesmo complicado passar para palavras este sentimento tão grande, tão imenso, tão tudo... Mas penso que através das minhas acções, o meu filho sabe o quanto é amado e desejado. E o quanto a mãe o quer fazer feliz a vida toda.

Amo-te, meu filho. Parabéns, meu amor. 


 

quarta-feira, maio 27

Ainda da Gastro

Depois do Tomás ficar dois dias em casa, como disse, só bolsou na manhã a seguir ao hospital, na nossa cama e Jesus, tanta roupa lavei eu nesses dois dias, lá o levei para a creche.

Pela lei, ele nem tinha que ficar em casa. Por isso é que apanham gastro uns dos outros. Podem ir à creche sem problema. Vale-me poder ficar com o pequeno em casa, pois também o mantê-lo acordado aquelas horas todas e ele fraquinho com os vómitos, não o ia levar para lá e eu sem estar descansada.

Quando lá cheguei, perguntaram se estava melhor, etc, eu lá disse que parecia que era uma gastro... então não é que uma das auxiliares me diz "ah sim, normal, eles estão com isso aqui"...  

Desculpa? 😒

Então no dia em que tudo aconteceu, eu percebi que o pequeno já estava mal da barriga, porque tinha diarreia, mas "não liguei", pois era um caso isolado.

Quando o fui buscar, disseram-me que tinha feito 💩 3x mas não referiram que era diarreia, fiquei descansada.... afinal já sabiam que havia algum com gastro e não avisam?

Pelo menos o avisar, pois quando liguei para a saúde24, já a minha conversa podia ser outra! Falei em alergia, falei do coelho, falei em intolerância e afinal, podia ter falado disso e ter dado a indicação que "parece que poderá ser também alguma gastro".... 

Não acho normal, sério.

Eu iria ter a mesma preocupação, iria ligar e iria com ele às urgências, mas ao menos, até para orientar a saúde24, tinha sido mais fácil.

Isto é padrão? É normal não dizerem nada se houver um surto?

Imaginem, se alguém tiver papeira, sarampo, sei lá, devem dizer, não? Ou vamos todos andar na ignorância?


 

 

segunda-feira, maio 25

Aniversário do Tomás

Venho aqui falar deste assunto, pois talvez algumas pessoas achem estranho, outras até percebam bem...

 O meu filho fará 1 ano, se Deus quiser, a 17 de Junho. Nesse dia, só para nós três, vamos ao Oceanário, comer fora, como é hábito e passear mais. Queria ver se lhe comprava uns balões, uma roupa nova e pronto.

No fim-de-semana dos anos dele, o marido queria fazer um piquenique com a família toda. Eu inicialmente até pensei nisso e achei que podia ser giro. Mas com o passar do tempo, decidi que não vou fazer é nada.

- O marido falou em se levar carne e assar-se e íamos comendo.

1º problema? Ia ele estar a assar, sem aproveitar nada com as pessoas que não se aproximassem do assador, por exemplo.

 - Então pede-se e cada um leva uma coisa.

2º problema? Até era uma boa ideia, mas tínhamos nós que andar a dizer às pessoas traz isto, tu traz aquilo, para não trazer tudo o mesmo e naaaa...

- Vamos juntar só a família.

3º problema? É que a minha família, é só mesmo os meus pais e irmãos e os meus pais cada vez estão piores para sair de casa. E a família do marido são 50 mil! Depois tinha que convidar os 20 tios, os 50 primos, toda a gente e mais alguma e naaaaa...

E é isto.

Não vou comemorar com a família toda, principalmente por causa da família dele ser enorme e eu não ter paciência. 

E depois, de certeza absoluta que queriam andar com o pequeno ao colo, a trocar de colo em colo e naaaa. Sei que ele ia ficar desconfortável e não quero. Estou a protegê-lo a ele e sinceramente, a mim também, de ter nervos sem necessidade.

Vamos, se tudo correr como planeado, almoçar fora só nós mais os avós e chega.

Quando ele for mais velho e se lembrar das coisas, logo se vê o que se faz. Até deverá querer alguma coisa com os amigos, digo eu, e nessa altura, logo me preocuparei com esse assunto.

Para já, é isto. E não me estou a sentir nada pressionada nem de peso na consciência.


 

quinta-feira, maio 21

Faz parte

Dizem sempre que, miúdos na creche, apanham de tudo e mais alguma coisa.

E volto a repetir o que disse há uns textos atrás... Considero que tenho muita sorte, pois o meu filho desde os 5 meses que vai para lá e o máximo que apanhou foram pequenas constipações e uma conjuntivite.

Até há 2 dias atrás... 

Estava o marido a dar a sopa que se tinha feito, de coelho, mais uma novidade na introdução alimentar, e o pequeno tem vários reflexos de vómito durante a refeição. Chega ao fim da refeição e... vomita.

E depois, num espaço de 1h, vomitou 7x.

Liguei, antes das 7x, para a saúde 24. Como era uma coisa recente e "só" tinha vomitado ainda 4x na altura que liguei, queriam evitar que fossemos para as urgências. Aguardar e ver se vomitava mais.

O pequeno já não estava a ingerir nada e vomitou mais 3x. Mas tudo em jacto. Liguei de novo para a saúde 24 e lá fomos nós.

Supostamente é uma gastro. Mas, mais uma vez, acabou por ser suave. E não sei porquê, não estou muito convencida que o fosse, mas enfim... É que depois de vomitar a sopa toda, os vómitos pararam.

Nós pensámos que era alergia ao coelho ou mesmo do sabor, apesar que a ser do sabor, não fazia sentido ele comer a sopa toda e depois então vomitar. Mas a médica lá disse que era uma gastro e pronto. Estive a dar soro ao pequeno, à seringa, durante 30 minutos e a mantê-lo acordado até à 1h da manhã. 

Coitadinho, já estava morto de sono. E eu a ter que o manter acordado e sem poder dar mama, que ele não podia mesmo tomar nada. 

Não vomitou mais nada, excepto na manhã seguinte, que bolsou um bocado o leite que bebeu de madrugada.

Espero que melhore e rápido. Ficou dois dias em casa, com o pai a ter a assistência à família, visto eu estar a trabalhar remotamente. Ainda não o sinto a 100%, mas para lá caminha.


 

segunda-feira, maio 18

Já tem fama

Quando falei da experiência de levar o pequeno a andar de bus, comboio e barco, algumas meninas falaram que fazem o mesmo com os seus pequenos. E a sério, adoro ler estes relatos pois, para mim, isto é que é normal, e não deixar os pequenos sempre fechados em casa.

Mesmo a chover, eu vestia bem o Tomás e lá íamos passear o cão.  

Desde que me lembro de o ter, desde que viemos para casa, que sempre passeámos muito. 

Agora ainda é mais giro passear com ele, pois quer tocar em tudo e eu deixo-o. Vai no marsúpio e quer tocar nas árvores, nas flores, nas plantas e eu divirto-me com ele. Ele vai sempre a sorrir e eu idem, por ver a felicidade dele. E estamos ali, na rua os 3 (nós e o cão), mas sinto que continuamos na nossa bolha.

 

E é engraçado, como comentei também, que na creche, eu já sou conhecida como a mãe desportista e sempre que me vêem de leggings, dizem "lá vais tu para o Estádio", que quer dizer, lá vamos nós correr à noite 😛 

Nem sempre é correr, algumas vezes é ginásio, mas sim, quando vou com o marido, o Tomás também vai no carrinho e adora.

E achei graça, que já disseram que o pequeno está a ganhar alguma corzinha, e perguntaram "é dos passeios, não é mãe?"

Portanto, ele fama, já tem. E claro, tem tido muito o proveito.

Todos os dias, TODOS, vamos passear. A volta aqui às ruas da zona onde vivemos. Não gasto dinheiro, só passeamos e apanhamos ar e sol. Ao fim-de-semana é que passeamos mais longe e mesmo assim, nada de mais. 

Mas faz-lhe bem.

E como disse a Teia ele pode não se recordar, mas também são as minhas primeiras vezes, com ele, enquanto mãe e ficam histórias para contar quando ele for mais velho.

Já disse que cada vez estou mais apaixonada por este ser humaninho?


 

quinta-feira, maio 14

Doente

Dou graças a Deus por o pequeno realmente ter um bom sistema imunitário, pelo menos parece.

Desde os 5 meses na creche, mesmo que só umas horitas e o máximo que apanhou foi constipações, que ataco logo.

Também ficou uma vez com uma mini conjuntivite que rapidamente passou e nem me passou a mim.

Mas...

As constipações dele, eu apanho-as a todas!

E estou de novo doente. Já há 2 semanas que ando ranhosa, com tosse, sem voz. Se soubessem o que isto me irrita. 

Lá liguei para o médico, sem grandes soluções, por dar mama ao pequeno. Mas ando a corticóides num spray para o nariz e cortizona (acho eu) nuns comprimidos que só posso tomar 5 dias, por causa dos efeitos secundários.

Sinceramente, melhorei, mas pouco.

Mas por outro lado, ainda bem que sou eu assim e não o pequeno e ainda bem que não lhe passo ainda mais disto. Ele está quase bom e deixem-me lá ficar eu doente, que cá me resolvo.

Mas cansa, oh se cansa, passar mais de meio ano assim, sem voz, rouca, com tosse, a assoar-me de minuto a minuto 😖

Bem, mas que ele continue forte e saudável. 

Mais uma vez, que ele esteja protegido é o que mais me interessa.


 

segunda-feira, maio 11

Experiências

Como sabem, cá por casa adoramos viajar, passear, andar na natureza.

A verdade é que, também numa de poupar dinheiro, acabávamos por nunca fazer assim muita coisa.

Mas, desde que nasceu o nosso filho, que queremos que ele viva experiências! E agora sim, faz todo o sentido ir viajar mais, visitar mais coisas, mostrar mais.

Não que eu não queira poupar, porque quero. Mas também quero proporcionar experiências giras ao pequeno. E desde cedo.

Como disse, ele poderá não se lembrar, pois ainda é muito pequenino, mas fica o registo das fotos e lembro-me eu e o pai dele. E eu faço festa por todos 😅

No feriado de dia 1, decidimos ir andar de autocarro com ele, até ao Marquês de Pombal (Lisboa), que ele nunca tinha andado (adorou) e depois, descemos a Avenida da Liberdade (isto já ele desceu e subiu 50x😅) e fomos apanhar o barco para irmos até Cacilhas.  Também adorou. Eu ia de pé com ele, à janela e ele todo curioso a ver a água 😂

Passeámos e almoçámos lá também. No regresso, apanhámos o comboio, também novidade para ele. Subimos depois tudo a pé, até casa, fazendo uma paragem para uma bifana 😝 

O pequeno adora ver a água, então apanhar o barco até Cacilhas foi o que achámos ser mais giro para ele. O autocarro e o comboio, foi um complemento também.

É claro, nada disto se fez sem gastar dinheiro. Só em transportes, foram mais de 10€. Epá, mas valeu cada cêntimo. Não houve luxos, nada. Adoramos passear com ele, seja no carrinho dele, seja no marsúpio e lá fomos nós.

Eu ia-lhe mostrando as coisas,  apontando, mostrando os pombos que tanto adora ver e acha graça vê-los a voar... sério, é bom demais!

Como disse, agora, mais do nunca, faz-nos sentido ir viajar. Mostrar-lhe o mundo. Claro que estamos a aguardar que ele entenda o que é que estamos a fazer, para irmos viajar para onde queremos, tipo viagens de sonho, mas até lá, estas coisinhas vão fazer parte do dia-a-dia dele.

Para o ano, já sei que muito provavelmente vai até Sevilha. Vai-se lembrar? Duvido. Mas lembramo-nos nós.  E por aí vai.



segunda-feira, abril 27

Agradecida

Sério, não me levem a mal estar quase que constantemente a falar das minhas mudanças ou do meu pequeno...

Mas ainda fico espantada comigo própria. Ando a descobrir, ainda, esta nova Cláudia e partilho, não só para mais tarde recordar, mas para perceber se é só comigo, se é por ser o 1º bebé, se o quê.

Aliás, acredito que por ser o 1º, tudo seja mais "intenso".  Não são só as primeiras vezes dele, mas é tudo também a minha primeira vez em tudo, pois estou acompanhada dele.

Não sei se aconteceu com alguém, mas acreditam que, no outro dia, dei por mim a mudar a fralda ao pequeno e a agradecer? Estava em piloto automático a mudar a fralda ao pequeno. Aliás, aquilo mais parecia que estava a mudar a fralda a um crocodilo, mas adiante 😂 mas depois, sem ser propositadamente, percebi que estava a falar lá para cima, a agradecer a oportunidade de estar a mudar a fralda aquele ser maravilhoso. 

Até fiquei meio "abananada" e parei, para ver se aquilo tinha mesmo acontecido e sim, eu estava a agradecer estar a mudar a fralda ao pequeno.

Por um lado, acredito que isto seja capaz de acontecer aquelas mulheres que sempre quiseram ser mães ou para aquelas que sempre acharam que nunca o iam ser, ou que perderam bebés antes, não sei... Mas a mim, apanhou-me desprevenida.

Bem, eu sempre disse que agradecia tudo, e agradeço, sou muito grata por tudo e tê-lo na minha vida, mais uma vez, é outro motivo para agradecer também. Se calhar o hábito de agradecer já está tão enraizado que sei lá, saiu.

E também sou mesmo agradecida por o ter. Nunca o escondi. Não são só as partes boas que agradeço, mudar uma fralda suja ou até mesmo uma noite mal dormida, é motivo para agradecer, pois tenho oportunidade de estar ali com ele, na nossa bolha de amor.


 

quinta-feira, abril 23

Passar o tempo

Não sei se se lembram, há uns anos atrás, eu dizia sempre:

"Ai, nunca mais é Sexta"

"Ai tempo, passa lá rápido que quero férias"

"Ai, isto, ai aquilo"...

Sempre relacionado com a passagem do tempo. Queria a toda a força que o tempo passasse rápido! Sinceramente, olhando para trás, percebo em parte o porquê.

Quando não se está satisfeito com a vida que levamos, pelo menos no meu caso, desejamos sempre que chegue o fim-de-semana, o fim do mês, as férias, o fim do ano... numa lógica falsa de que, quando aquele tempo chegar, é que vamos ser felizes ou nos sentir realizados/satisfeitos.

Aliás, existe uma frase que diz isto mesmo, passamos a vida a desejar estes "fins" que a vida passa e nunca estamos satisfeitos, não desfrutamos de nada, etc.

E eu era realmente assim. Sempre a desejar o depois. 

Até, que, já sabem, nasceu o meu Tomás.

E até neste campo, eu mudei.

Dei por mim a pensar que realmente nunca mais desejei nada disto. Não quero que o tempo passe rápido. Não quero que a Sexta venha rápido, não quero o final do mês a correr e muito menos mais um ano a terminar... porquê?

Porque quero acompanhar o meu filho o máximo que eu puder. Porque estou a "perder" o meu bebé (que vai ser sempre o meu bebé) e não tarda tem 1 ano. Parece que ainda ontem vi o teste com o positivo e hoje já se passaram mais de 12 meses desde esse dia...

Como ando a aproveitar todos os minutos com ele, seja para cuidar dele, abraça-lo, dar miminhos, enchê-lo de beijinhos, brincar, eu sei lá, todos os minutos contam.

E gosto tanto disto (sério, mais uma prova de uma mudança enorme) que quero absorver todos os minutos com ele. Todo o meu tempo é para ele e com ele e estou muito feliz com isso.

Para mim, hoje já é mais uma semana a terminar e mais um mês que passou a voar. E vejo o tempo, mesmo assim, a voar e eu sem poder pará-lo, para conseguir absorver um bocado mais do meu pequeno. 



quinta-feira, abril 16

E se acontecesse de novo?

Como sabem, nunca senti nada cá dentro que me fizesse querer ser mãe.

Decidi dar esse passo, em parte, por causa da idade, mas também por ver que a família não dura para sempre, a família raiz e comecei a ver a vida a ser um bocado triste sem "algo mais".

O "milagre" aconteceu, como sabem também, contra todas as probabilidades. Eu que tomava a pílula aos anos, a idade, o problema na tiroide que diziam ser quase certo nunca engravidar.

Fiquei imensamente feliz com o meu filho. Mais uma vez, foi o melhor que me aconteceu. Mudei imenso em todos os aspectos. 

Até na parte, em relação à Interrupção da gravidez. Sempre fui a favor, em todos os casos (excepto fazerem disso um método contracetivo, óbvio). Ainda mais agora o sou, pois sei o quanto custa ter um filho. O quanto de nós temos que dar e abdicar e só faz sentido se de facto o fizeram altruisticamente.

Também já aqui referi que não sinto saudades de quem fui. Ou do que tive, porque, sinceramente, antes de o ter, sinto que realmente não tinha nada. Tinha tudo, sem ter nada. E agora sim, sinto-me completa.

No entanto, como referi, a minha opinião em relação à Interrupção da gravidez manteve-se, excepto mais ou menos, para mim própria.

Isto agora sim, vai fazer sentido, com o título do texto 😅 

O meu marido, em modo brincadeira, quando me viu muito mal disposta num destes dias (mas horrivelmente mal disposta mesmo), disse "olha, vem aí a menina".

E sabem o que senti? Nada. Normalmente, quando essa ideia me vinha à mente, antes de ter o meu filho, vinha o medo, o pânico, tudo. Soltava sempre um "Deus me livre!"

Agora, nada.

Como é óbvio, não pretendo que aconteça. Estou a fazer por isso. Não sinto que tenha condições, principalmente monetárias. E o Tomás ainda é muito pequenino, quero continuar a dedicar-me a 100% a ele.

Mas, se acontecesse?

Já olhava para este acontecimento com outros olhos e acho que já não conseguiria interromper nada. Porque tenho um filho, porque quase de certeza que olharia para ele e via o bem que me fez/faz e o tanto que me mudou e o amor todo que trouxe às nossas vidas.

Mais uma vez, aqui vejo o quanto cresci. O quanto mudei. O facto de esta gravidez ter sido uma grandeeeee saída da minha zona de conforto que, saí tanto mas tanto, até o medo do parto já não entra muito na equação.

E não ter sentido medo, mas ter encarado como "olha, se acontecesse, criava-se", meu Deus, senti orgulho em mim. Era mais amor para mim e não sei se queria a menina que sempre pedi, se não queria outro menino doce, um bebé velcro como o Tomás 😛

Mais uma vez, obrigada Deus, pelo crescimento e obrigada por este bebé maravilhosos que mudou a minha vida para milhões de vezes melhor.


 

quinta-feira, março 26

Da falta de confiança

Aqui fica mais um exemplo do porquê de eu não confiar nada nas pessoas que me rodeiam.

E sim, isso abrange os meus pais ou irmãos, por exemplo ou os pais do marido.

Sei que podem achar estranho, mas é assim que eu olho para as coisas.

 

Sou muito agradecida por ter a minha mãe. Que não haja dúvidas nisso! 

Mas realmente, em relação ao meu filho, continua a falhar... Admito que até possa ter dito as coisas na brincadeira... mas o tom que usou... notei ali algo. Passo a explicar.

 

O meu filho estava ao meu colo, em minha casa. Eu estava a falar com ela ao telefone.

Ouve-me a "refilar" com ele.

- O que se passa?

Eu - Olha, está descalço e está a colocar o sapato na boca. A sola... 

E ri-me. Porque o rapaz mal anda no chão. E sei que é uma coisa que não consigo controlar, pois na creche também andam lá no chão e sei lá se aquilo está lavado. E vi a sola e estava limpinha, comparando com as nossas, óbvio. Mesmo assim, estava a tentar que ele não colocasse o sapato na boca.

A minha mãe vira-se e diz:

"Cá se fazem, cá se pagam..."

E eu fiquei naquela, como assim?

- Ah, tens a mania das limpezas e agora o teu filho está a colocar o sapato na boca.

E foi aqui que senti o "tom"... e passei-me porque passam a vida a rotular-me! 

Eu -  "E porque raio hei-de ser eu a mania das limpezas e não os outros os porcos?"

Ela começou a rir, mas aquele riso de nervoso... depois vira-se:

- Tens que vir deixar o Tomás a casa dos avós, para ele poder colocar o sapato à vontade na boca.

E foi só isto a conversa.

 

1º - Estou farta que me rotulem,  já tenho essa questão meio resolvida com a minha psicóloga. Porque raio sou eu que sou a maníaca das limpezas, porque raio sou eu o mau feitio, porque raio eu tudo e nunca os outros nada?

2º - Dizer que se o Tomás fosse para lá, o deixava colocar o sapato na boca... quer dizer...

Podem dizer o que quiserem, que sou eu que sou comichosa, eu sei lá.  Mas isto, na minha cabeça, não me faz sentido!

É que agora, pode ser o sapato. Mas sabem que a probabilidade de depois, mesmo eu não querendo, ser açúcar, bolos, chocolates, é enorme!

Do que depender de mim, o meu filho não fica com ninguém. Espero conseguir manter este registo, até pelo menos ele falar e expressar-se bem! 



quarta-feira, março 25

Introdução alimentar

Deus me ajude, que não sei lidar com isto.

Iniciámos as sopas aos 6 meses. Até aqui, tudo ok. Sopa toda passada, tudo tranquilo.

Até que, como é natural, embora não saiba bem a partir de que meses, se teve que começar a dar alimentos mais... inteiros. Ele ainda não tem dentes.

A 1ª coisa que lhe demos foi pão. Só a côdea, rija. Ai Deus, ele engasgou, entrou em stress e eu em stress entrei. Estamos sempre atentos, óbvio, mas não sei lidar! Ele fica aflito, eu aflita fico, mas consigo reagir logo. Mas não consigo é evitar ficar aflita.

Já disse ao meu marido, o Tomás só irá comer coisas inteiras/rijas, com a presença dele. Sem ele, nada disso. Continua nas sopas, que está muito bem.

Eu entendo que ele tem que passar por esta fase da vontade do vómito, pelo reflexo de, para aprender a comer. Ai senhores, mas ver o pequeno aflito, às vezes vermelho de tanto tossir... Sinto um stress tão grande que até depois me sinto cansadíssima!

Alguém tem alguma dica?

É que é mesmo horrível.

E atenção, tirando o pão, que fica rijo, o resto é tudo super cozido, para desfazer.  

Já lhe demos 3 massas. Sim, cozemos apenas 3 massas e demos-lhe. Quem as comeu? O cão. Ele brincou com a massa, apertou, abanou, enfiou na boca, mas deitou fora. Eu só me ria e foi tranquilo, que ele não se engasgou. Mas quando começa com os engasgos, lá está, eu toda sou stress. Tento não lho mostrar, mas ai ai ai...

Sério, alguma dica?

Por um lado, sinto que está tudo com pressa. O rapaz não vai chegar aos 15 anos sem saber comer! Por isso, deixem-no lá ter dentes... mas por outro, ele também tem que variar mais a alimentação, apesar que o essencial, está lá - proteína, hidratos, fibra...

Ai, vou envelhecer 50 anos em 2 ou 3... 😒



quinta-feira, fevereiro 19

Agosto

No mês inteiro de Agosto, a creche do meu filho, fecha.

E no novo trabalho do marido, pelos vistos vão testar este ano, fechar 15 dias em Agosto. As duas primeiras semanas.

Ora eu podia tirar as duas últimas semanas de Agosto e assim ficávamos com o pequeno em casa. Mas depois comecei a pensar...

O marido a tirar essas duas semanas obrigatórias em Agosto, gasta logo 10 dias. Mais a semana dos meus anos, mais a semana dos anos dele e a "semana" dos anos do pequeno Tomás, e lá se iam os dias todos.

Eu, ao marcar as férias nas últimas duas semanas de Agosto, na semana dos meus anos e na semana dos anos do marido e filho, também se iam os dias todos.

E só teríamos oficialmente a minha semana de anos, a dele e a do pequeno de férias, juntos.

Não me fez sentido tirar férias assim. As duas semanas de férias, que são as maiores férias, ele estaria fechado em casa, porque eu estaria a trabalhar e depois eu, apesar de ter mais liberdade, também não iria fazer muito, pois o marido estava a trabalhar.

Decidi o quê?

Colocar mais um mês extra de licença.

Se estou a ver que este ano as poupanças vão ficar nas lonas? Pois estou a ver que sim. Mas o acompanhamento que estou a dar ao meu filho? Não tem preço!

Passar 2 semanas inteiras, mais o pai dele, a poder passear, ir com ele a vários sítios, irmos à praia, brincar, não tem mesmo preço. Tem valor. Sentimental. União. Presença.

Nas duas semanas finais de Agosto, queria ver se mantinha o registo de passeios, ir com ele ao parque, à praia, eu sei lá. 

Mas já estou até ansiosa.

E ver se aviso a empresa que vou mesmo, mas mesmooooo, mesmooo desligar. Preciso. 

O meu filho já terá 1 ano e 1 mês. Não sei se vai andar, se não, mas já será mais crescido, já perceberá melhor as coisas.... acho que vai ser maravilhoso!

Com isto, gastarei apenas 14 dias de férias, nos nossos aniversários e ficarei com 8 dias que, a conseguir, guardarei para 2027! 

Nesse ano, depois terei de novo o Agosto em casa e terei o último mês de licença extra. 

Mais os 8 dias que sobraram de 2026, vou conseguir orientar bem o tempo com o meu filho.

Se tem valido mesmo a pena? Tem. Passar tempo com o meu filho, a brincar, a passear, mesmo com frio e chuva, tem valido cada cêntimo que não entra. 

Claro, mais uma vez, é claro que a parte financeira custa. Não sou rica. Mas o valor deste tempo, de criar memórias, de criar ainda mais ligação... sinto mesmo que está a valer muito. Mais uma vez, não tem preço. Tem valor.

Um ano a poupar menos, se não consigo poupar 5000€, poupo 2000€ ou 1000€. 

Mas tenho a certeza que para o meu filho, lá à frente, vai sentir esse impacto positivo na vida dele. Pelo menos, assim espero.


 

quarta-feira, fevereiro 18

Psicóloga

Tenho que retomar as consultas. Já desde Agosto do ano passado que não falo com ela. 

Se deixei de sentir necessidade por um lado? Deixei.

Mas por outro, essa necessidade parece que esteve sempre cá.

Eu sei, é confuso.

É que dos assuntos que tratava, não estando resolvidos, ficaram um pouco por terra, porque a prioridade é o meu filho. Mas novos assuntos surgiram com o ser mãe e trouxe-me questões da infância que claramente me marcaram e eu não sabia. Ou sabia e queria era negar.

O tempo realmente começou a passar e nunca mais marquei. Parece que nunca tenho tempo. Ora estou a tomar conta dele, ora agora comecei a trabalhar. Algo mais importante se mete sempre no caminho.

Mas sinto agora mais vontade de lá voltar.

Não só pelas questões não resolvidas da infância, mas por outras...

Comecei a sentir um medo de me acabar o leite e do nada, deixar de poder dar-lhe mama. E com isso, eu deixar de ser importante para o meu filho. 

Não vos sei explicar, mas não sei até que ponto isto também não terá a ver com todas estas questões pelas quais passei.

Nunca na vida me senti amada desta maneira, tão importante para alguém desta maneira, tão tudo para alguém. E ter tido o gosto de sentir isso, deixou-me com medo de o perder de um dia para o outro.

O meu filho não me deve deixar de amar, claro, mas sinto que deixarei de ser "útil". Faz sentido o que digo?

O medo de deixar de ser tão importante. De voltar a ser uma "ninguém".

Caem-me lágrimas ao escrever estas palavras.

Não quero dizer que nunca ninguém me amou, já devem ter amado, lá à maneira deles. Não quero dizer que nunca fui importante para alguém, lá devo ter sido também, algures nalgum tempo passado... mas ao olhar para trás, tenho vontade de dizer isso e Deus me perdoe.

Mas, como disse, pelo menos desta maneira, nunca o senti. E tenho medo de perder isto. 

Alguém entende? Ou ainda se pode usar as hormonas como "desculpa"?


 

segunda-feira, fevereiro 16

1 carta por ano?

Já tinha visto esta ideia e no outro dia voltei a pensar nela.

Não sei se não irei começar a escrever uma carta por ano, para o meu filho. Relembrar coisas que, de certeza com o tempo, irão ficar esquecidas. Relembrar sensações. Relembrar acontecimentos. É giro para mim, lá está, para nunca me esquecer de nada e deverá ser giro para ele, para ler quando for mais velho.

Comecei a pensar se eu iria gostar de ler algo assim, sobre mim. De quando era pequena. E acho que sim, que ia gostar. Já que muitas vezes, pergunto coisas à minha mãe e ela nunca se lembra. Mas lembra do meu irmão que é mais velho 😒😅 

E tenho tanto amor nas palavras que lhe digo diariamente, que acho que conseguirei passar para o "papel" esse amor também.

Vejo o tempo a passar e não sei explicar, é bom, mas ao mesmo tempo, é triste. O meu bebé está enorme. Está um crescido. E faço tudo para guardar estas memórias boas. E poder passar-lhe um bocadinho delas, quando ele for mais velho, deverá ser giro. Ler e sentir o amor. Que tem e sempre terá. E poder ter algo para "matar saudades" quando elas apertarem.

Já alguém fez algo assim ou parecido? Contem-me tudo.


 

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