segunda-feira, fevereiro 9

Do trabalho

Como já aqui disse, mesmo com a licença de maternidade, a minha empresa solicitou algum apoio meu. Claro que foi pago e soube bem esse extra, mas por outro lado, nunca cheguei a desligar por completo.

E claro que também foi bom, só no sentido de agora, com o regresso, não ter 6 meses de emails parados, informações pedidas, tudo atrasado.

Quando foi o meu marido a ficar o 5º mês de baixa, que eu já não tinha direito, pago a 100%, trabalhei normalmente. Recuperei ainda mais as coisas.

Mas, desde que tive o meu filho, que a vontade realmente de querer uma coisa diferente, é enorme. 

Até pode acontecer com toda a gente, não sei, mas sei que a mim, se o meu trabalho já não me enchia as medidas, agora ainda está pior.

E se já estava desmotivada, agora ainda pior estou.

Já mal conheço a equipa, também. Muita gente, em 6 meses, repito, saiu. Há montes de gente nova que nunca vi. Mas também não tenho interesse em conhecer.

A única coisa que me mantém, é o estar em casa em modo remoto. 100% em casa. Pelo menos até Setembro deste ano. 

Mas sei que daqui não vou passar, são as mesmas tarefas dia após dia, nada de novidade, nada de crescer. 

O ordenado, pouco acima dos 1000€ brutos ganho. Uma miséria.

Sim, só pelo facto de não ter a deslocação, é bom. E é isso que me vai mantendo aqui. 

Só não agarro e vou embora de vez, porque não quero ficar sem qualquer tipo de rendimento. E depois ainda podia ser pior, ter que aceitar qualquer coisa, porque as contas para pagar existem, não sou rica.

Soube há uns dias que a única amiga que tinha também aqui, vai embora. Não aguentou a pressão. Já ia nervosa trabalhar. E então decidiu sair. Sem ter nada em mente, zero. Mas eu percebo-a.

Não fosse pelo meu filho, e saía também. Nem que depois arranjasse um part time qualquer. 

Sim, que eu também já vi que com curso ou sem curso, dificilmente irei subir. Ora porque é preciso "baixar as calças" ou ceder em coisas que não cedo mesmo, como tempo com o meu filho.



11 comentários:

bea disse...

Cada um tem as suas prioridades, não é Cláudia?! As suas parecem estar bem definidas. Boa sorte com isso!
E boa semana

Jaime Portela disse...

Não saia sem ter outro emprego certo.
Ou então aventure-se por conta própria (mas não faço a mínima ideia de qual é o seu trabalho).
Boa semana.
Um beijo.

A Teia Dos 20 Mais x! disse...

Olá Cláudia,

Não se estar confortável é meio caminho para realmente se querer sair, e consigo perceber-te perfeitamente, passei por isso em 2017, e o sufoco de também não poder sair para não ficar sem rendimento também me permitiu arrastar ali a coisa...

Espero que consigas uma boa alternativa, tens muitos anos de experiência já e isso também conta.
Por enquanto, só o não ter de ires lá pessoalmente e lidar com as pessoas é a parte boa ao menos.

Um beijinho e boa semana :)

" R y k @ r d o " disse...

Ordenado acima dos 1000 euros brutos? Acredito que existe quem ganhe muito menos e tenha que viver ou sobreviver.
.
As maiores felicidades..
.
“” Sorriso: o teu oásis de amor
““

.

Marisa Reis disse...

Há 20 anos foi a distância que me fez mudar de emprego com um bebé de 5 meses, fui trabalhar para mais perto mas arrependi-me muitas vezes, mesmo assim aguentei 8 anos e meio e saudades não tenho nenhumas, saí dos dois sítios sem ter outro emprego e ao fim de um mês e meio já estava a trabalhar novamente.

O último fecha a porta disse...

Percebo a parte da desmotivação, mas acho que deves querer conhecer os teus novos colegas. Faz-te bem e eles provavelmente tbm terão curiosidade em conhecer.

J.P. Alexander disse...

uy que pena lo de tu trabajo. Busca otra mientras aun sigues ahí. Te mando un beso.

Anónimo disse...

É ir vendo, mas sair sem nada é um risco.
Eu ando bastante desmotivada, mas a culpa não é do trabalho. É mesmo este inverno e as hormonas não ajudam (não é depressão pós parto mas não deve estar longe). Como já passei por algo parecido, sei que melhores dias virão. 🙂
Preciso de SOL!!!!!
Beijocas e força (seja qual for a decisão).
SM

Cláudia disse...

Olá @SM

Ai, como te entendo! Este tempo deixa qualquer um deprimido mesmo. Mas mesmo assim, no meu caso, sinto que é algo mais.

Força por aí, e é como dizes, melhores dias virão.

Beijocas

Anónimo disse...

Tive um colega que veio de outra instituição. Quando marcou férias (tinha mais de um mês para gozar) "esqueceu-se" de voltar. Nunca mais deu sinal de vida, nem respondeu às chefias. Até pensamos que tinha acontecido alguma coisa de grave.
Depois soubemos que já vinha desmotivado do trabalho anterior e tinha pedido licença sem vencimento. Como ainda não podiam deixar, desapareceu. Segundo o pedido que fez, dava a entender que já tinha para onde ir e a ganhar bem mais (não que ganhasse mal cá). Podia ter dito logo a verdade que ninguém o ia amarrar ao serviço.
Não aconselho a fazer o mesmo. Mas é para veres que há malucos para tudo.
SM

Cláudia disse...

Olá @SM

Bem, grande maluco. Já tinha pensado nisso, licença sem vencimento. Mas não tenho € que suporte tal decisão. Ou tenho em parte, mas não consigo gastar as minhas poupanças todas para isso.

Mas a fazer isso, era com cabeça e como deve de ser :)

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