Como já aqui disse, mesmo com a licença de maternidade, a minha empresa solicitou algum apoio meu. Claro que foi pago e soube bem esse extra, mas por outro lado, nunca cheguei a desligar por completo.
E claro que também foi bom, só no sentido de agora, com o regresso, não ter 6 meses de emails parados, informações pedidas, tudo atrasado.
Quando foi o meu marido a ficar o 5º mês de baixa, que eu já não tinha direito, pago a 100%, trabalhei normalmente. Recuperei ainda mais as coisas.
Mas, desde que tive o meu filho, que a vontade realmente de querer uma coisa diferente, é enorme.
Até pode acontecer com toda a gente, não sei, mas sei que a mim, se o meu trabalho já não me enchia as medidas, agora ainda está pior.
E se já estava desmotivada, agora ainda pior estou.
Já mal conheço a equipa, também. Muita gente, em 6 meses, repito, saiu. Há montes de gente nova que nunca vi. Mas também não tenho interesse em conhecer.
A única coisa que me mantém, é o estar em casa em modo remoto. 100% em casa. Pelo menos até Setembro deste ano.
Mas sei que daqui não vou passar, são as mesmas tarefas dia após dia, nada de novidade, nada de crescer.
O ordenado, pouco acima dos 1000€ brutos ganho. Uma miséria.
Sim, só pelo facto de não ter a deslocação, é bom. E é isso que me vai mantendo aqui.
Só não agarro e vou embora de vez, porque não quero ficar sem qualquer tipo de rendimento. E depois ainda podia ser pior, ter que aceitar qualquer coisa, porque as contas para pagar existem, não sou rica.
Soube há uns dias que a única amiga que tinha também aqui, vai embora. Não aguentou a pressão. Já ia nervosa trabalhar. E então decidiu sair. Sem ter nada em mente, zero. Mas eu percebo-a.
Não fosse pelo meu filho, e saía também. Nem que depois arranjasse um part time qualquer.
Sim, que eu também já vi que com curso ou sem curso, dificilmente irei subir. Ora porque é preciso "baixar as calças" ou ceder em coisas que não cedo mesmo, como tempo com o meu filho.

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