quinta-feira, agosto 6

Trabalhar por conta de outrém

Porque eu falo tanto em estar farta de trabalhar para os outros, querer largar um bocado essa vida, etc, etc?

Ora bem, quem me conhece, sabe que sempre quis ter algo meu, coisa que nunca se proporcionou.

Quem me conhece, sabe que não sou rica e ganho praticamente o ordenado mínimo.

Mas há mesmo muita ginástica da minha parte, algumas heranças pelo meio, verdade, para poupar.

E não há aqui só investimentos em Certificados de Aforro. Há Acções, Obrigações, PPRs, tudo e mais alguma coisa.

Há trabalhos extras, há hobbies que vão dando algum, etc.

Com o meu filho, nasceu em mim ainda mais a necessidade de não passar a vida a correr atrás de algo, que, pelos nunca dificilmente vou atingir. 

Ou tem que se acordar cedo para sair cedo, e perco à mesma anos de vida do meu filho, ou passa-se horas e horas em deslocações e chego ao fim do dia cansada e sem paciência para ele, ou trabalhamos que nem escravos e recebe-se mal... Há aqui muitas coisas a pesar na minha decisão e eu sempre disse que não queria trabalhar a vida toda. Pelo menos, para outra pessoa, nestas condições.

Atenção, eu gosto de trabalhar. É útil e faz-nos sentir vivos e úteis. É importante, sim! Mas não gosto é de ver que estão a acabar com o trabalho híbrido, sem lógica nenhuma para o fazerem sequer.

Há quem deixe de trabalhar por causa dos filhos, eu não posso, infelizmente. Mas estou a tentar adaptar a minha realidade. Não quer dizer que consiga, mas estou a fazer por isso! Lá a lutar estou eu, agora se consigo, são outros assuntos.

A ideia é, se tiver um negócio meu, perfeito. Se não tiver, pelo menos, poder trabalhar só em part-time. Já não é mau, já me posso dedicar ao meu filho, às minhas coisas e pagar as minhas continhas descansada.

Eu não quero luxos, por isso... Um part time, como deve de ser, deverá chegar (a juntar os extras todos, claro!)



4 comentários:

A Teia Dos 20 Mais x! disse...

Olá Cláudia,

Compreendo tudo o que escreves, eu também já era poupada mas a vinda do meu filho impulsionou-me para mais.
E também percebo perfeitamente a parte do "gostar de trabalhar" de te sentires útil. Sou igual.

Aliás, acho que estamos com o mesmo pé nisto. Também gostava que com o tempo trabalhar a meio tempo fosse o suficiente... para já ainda não é possível.

Beijinho :)

O último fecha a porta disse...

Dias maus no trabalho, todos temos. faz parte! Como não nascemos ricos, temos de trabalhar...

bea disse...

Vai encontrar, Cláudia, tem jeito para tanta coisa.... Se fosse como eu que só escrevo e leio (coisas que metade Portugal também faz e melhor que eu), estaria pior. Além disso é ainda jovem, tem muita vida por viver e grande vontade de mudança.
Um abraço

Isa Sá disse...

Espero que consigas o que pretendes!
Isabel Sá
Brilhos da Moda

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