quarta-feira, setembro 9

Do trabalho

Pois bem, logo no 1º dia de regresso, ligaram-me e fizeram-me chorar mais um bocado.

Se já estava destroçada de não ter o meu filho comigo, pior fiquei.

Agora, em vez de melhorarem as coisas, pioram! Em vez de 2x por semana, é para ir 3x por semana.

 

Fiquei mesmo desolada. Começo a ir dia 6 de Outubro.

 

Eu vou tentar sair às 14h30 para ir buscar o meu filho à hora do costume. Terminarei o dia com mais 30 minutos em casa, que é o que fica a faltar. No máximo, vou propor para sair às 15h e faço aí a minha hora de almoço e não trabalho mais.  

Espero que aceitem, porque se não, fica aqui assente que me vou embora. Mas vou mesmo. Estou farta da empresa, estou farta de andar para trás. Estou farta de chegar de férias e o tempo no meu trabalho, parece que parou, pois tenho tudo por fazer. Tenho de recuperar tudo, tenho tudo atrasado e nunca sou valorizada. 

Já falei com uma amiga, que a empresa dela precisa de pessoal e respeita o facto de eu ter um filho. Deixam-me trabalhar de casa até o meu filho ter 8 anos!

Se não, um part-time. Também já comecei a pensar, depois entre pré escola e ter que colocar o miúdo num ATL, gastar mais dinheiro, prefiro eu ficar em casa com ele, como é óbvio.

 

Mas a sério, isto acaba por ser interessante, pois desde esse dia, caiu a ficha e mudei. Até em relação ao meu chefe, que eu tanto adorava. Eu sou um número! Exploram-me até poder. Por isso, eu vou fazer o mesmo. Chega de fazer horas de borla, chega de estar sempre disponível e melhor, já me comecei a mexer mais ainda. Já me andava a mexer, agora ainda mexo mais, acreditem!

A ver vamos o que vai sair daqui.


 

6 comentários:

Inês disse...

Bom dia,
Realmente deve ser muito difícil trabalhar com essas condições e com esse ambiente. Pelo que te vou lendo, andas há anos a dizer que queres procurar outra coisa, se tens realmente essa possibilidade nessa outra empresa que está à procura de pessoal, não hesites. Seria o meu conselho. Está visto que nessa empresa as coisas não vão melhorar e só te sobrecarregam, sendo que depois essa sobrecarga não é devidamente valorizada e recompensada. É triste quando sentimos que somos só mais um, um número, mas infelizmente há muitas empresas assim. Pode ser que se apercebam disso quando vieres embora. Quanto aos teus direitos, horas extra, etc, etc, acho que sim, deves bater o pé e exigir o que te é devido, e deixar de facilitar em ires trabalhar 1h por dia ou lá o que foi quando estavas supostamente de férias. Pode ser que depois dêem valor, até porque dificilmente vão encontrar alguém que se sujeite a isso.
Beijinho e boa sorte!

Cláudia disse...

Olá @Inês

Obrigada pelo comentário.
Sabes, acho que nem essa empresa é aquilo que procuro, mas pelo menos descalça não fico.

Mas sim, claramente nunca vai haver evolução aqui, aliás eu sei que não vai haver, nunca houve, não há valorização, nada. É muito triste. Nem é uma empresa que tenha futuro.

Beijocas

Manifestação Literária disse...

Bom dia, camarada! Realmente não é fácil para os trabalhadores! Vamos juntos!!

Marisa Reis disse...

Olha que se te deixam trabalhar a partir de casa até o Tomás ter 8 anos isso é uma grande melhoria em relação à atual situação... eu se soubesse de algo assim dizia já adeus ao emprego atual. Boa sorte.

Inês disse...

Boa tarde,
Eu entendo que essa empresa não seja exactamente aquilo que procuras, mas a questão é que se for minimamente melhor que aquela onde estás agora, já compensa mudar. Porque não vais assinar contrato vitalício com essa empresa. Podes na mesma continuar a procurar algo que te encha as medidas, mas pelo menos já ficas numa posição melhor do que aquela em que te encontras agora.
É só a minha opinião.
Beijinho

Cláudia disse...

Olá, @Inês

Sim, isso é verdade e bem pensado! Pelo menos para desenrasque, serve :)

Obrigada

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