segunda-feira, maio 25

Aniversário do Tomás

Venho aqui falar deste assunto, pois talvez algumas pessoas achem estranho, outras até percebam bem...

 O meu filho fará 1 ano, se Deus quiser, a 17 de Junho. Nesse dia, só para nós três, vamos ao Oceanário, comer fora, como é hábito e passear mais. Queria ver se lhe comprava uns balões, uma roupa nova e pronto.

No fim-de-semana dos anos dele, o marido queria fazer um piquenique com a família toda. Eu inicialmente até pensei nisso e achei que podia ser giro. Mas com o passar do tempo, decidi que não vou fazer é nada.

- O marido falou em se levar carne e assar-se e íamos comendo.

1º problema? Ia ele estar a assar, sem aproveitar nada com as pessoas que não se aproximassem do assador, por exemplo.

 - Então pede-se e cada um leva uma coisa.

2º problema? Até era uma boa ideia, mas tínhamos nós que andar a dizer às pessoas traz isto, tu traz aquilo, para não trazer tudo o mesmo e naaaa...

- Vamos juntar só a família.

3º problema? É que a minha família, é só mesmo os meus pais e irmãos e os meus pais cada vez estão piores para sair de casa. E a família do marido são 50 mil! Depois tinha que convidar os 20 tios, os 50 primos, toda a gente e mais alguma e naaaaa...

E é isto.

Não vou comemorar com a família toda, principalmente por causa da família dele ser enorme e eu não ter paciência. 

E depois, de certeza absoluta que queriam andar com o pequeno ao colo, a trocar de colo em colo e naaaa. Sei que ele ia ficar desconfortável e não quero. Estou a protegê-lo a ele e sinceramente, a mim também, de ter nervos sem necessidade.

Vamos, se tudo correr como planeado, almoçar fora só nós mais os avós e chega.

Quando ele for mais velho e se lembrar das coisas, logo se vê o que se faz. Até deverá querer alguma coisa com os amigos, digo eu, e nessa altura, logo me preocuparei com esse assunto.

Para já, é isto. E não me estou a sentir nada pressionada nem de peso na consciência.


 

6 comentários:

Isa Sá disse...

Faz o que achares melhor....o que interessa é que ele esteja feliz.
Isabel Sá
Brilhos da Moda

A Teia Dos 20 Mais x! disse...

Olá bom dia e boa semana :)

Compreendo perfeitamente!

Cá por casa o dia é dos pais e no fds seguinte fazemos um lanche só para pais e irmãos/respetivos companheiros e filhos quem já tem. E fim de conversa.

E nem sempre dá para virem todos, principalmente da parte do namorado, e tudo bem, nunca houve stresses. Isso de convidar tios/tias/primos é só trabalho e nervos como dizes.

O Tomás de certo ligará mais a estar com caras que vê mais, pais e avós que com pessoas que se calhar só vai ver nessas datas e coisas parecidas. Portanto... Estes primeiros anos ainda são vossos Cláudia, dos pais, aproveitem vocês para ter memória feliz dessa data. Acredita. Estejam com quem apenas faz sentido.

Beijinho :)

Inês disse...

Bom dia. Já se sabe que quanto a este assunto todos temos opiniões e nenhuma é mais válida que a outra. Eu sempre fiz festas grandes para os meus filhos. Tenho família pequena, agora ainda mais desde a morte do meu pai e mais ainda porque excluimos por completo a família do meu marido das festas (aliás, eles estão que nos excluiram a nós, mas isso dava pano para mangas). O único ano em que passámos só a 3 foi em 2020 por causa da pandemia e foi assim meio triste. Convido família, os nossos amigos, filhos dos amigos. Posso dizer que a minha filha fez 9 anos no dia 9 de maio e éramos mais de 40 pessoas cá em casa, já contando com as amiguinhas dela. Mas mesmo assim, só em adultos era uns 20, e foram os que ficaram para jantar. Acho os aniversários dadas que devem ser sempre memoráveis mas isto se calhar vem do meu trauma de nunca mais ter tido uma festa desde os 8 anos quando a minha mãe faleceu. Nem bolo de aniversário tinha, nem um presente, nem nada. E faço tudo cá em casa, desde os rissois, bolinhos de bacalhau, até ao bolo de aniversário. Mas faço sempre festa, desde que eu possa! Mas respeito a tua opinião. Quanto ao facto de a família do teu marido ser grande, opa, eu não sei a vossa realidade. Ok, a família é grande mas com quantas dessas pessoas convivem mesmo? Quantas ligam a perguntar pelo Tomás? Quantas ele reconhece? É que no meu critério não é por ser família que tem automaticamente convite. Se não liga, não procura, não quer saber, então está excluído. Seria o meu critério... mas entendo que viver o dia só vocês os três também tenha as suas vantagens!

Jaime Portela disse...

Se calhar é mesmo a melhor opção, muita gente junta só dá trabalho e confusão.
Boa semana.
Um abraço.

Cláudia disse...

Olá @Teia

Lá está, é o que me faz sentido também. Apenas os mais próximos. Mas se o marido colocou as coisas nestes termos, não se faz nada e pronto.
Fazer cá em casa está fora de questão, nem tenho casa, espaço, materiais, para tanta gente. E depois o miúdo a ficar stressado com tantas pessoas, Deus me livre.

Beijocas

Cláudia disse...

Olá @Inês

Claro, cada um vive a sua realidade e está tudo bem.

O pequeno ainda não tem amigos nem colegas, por isso, essa parte está tranquila. Mas é como dizes, só por ser família é que tenho que convidar, quando nem perguntam nada sobre ele? Mas o meu marido é que é dessas coisas. Eu não.

Até não me importava de fazer algo em casa se:

Tivesse espaço exterior, nem em minha casa entravam;
Respeitassem as minhas decisões enquanto mãe, coisa que também é raro.

Como não tenho nenhum dos dois, mantém-se alguma distância. Eu odeio convidar para parecer. Eu fiz isso no meu casamento, só convidei quem eu quis e ainda ouvi bocas que devia ter convidado X e Y porque é família!
Ora essa...

Beijocas

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