quarta-feira, junho 24

Maternidade

Já aqui tenho falado muito no quanto mudei em relação a este assunto de ser mãe.

E ainda bem que mudei e já disse e repito, não sabia que me ia fazer tão bem e que antes, eu apenas existia. Agora sim, sinto que vivo.

Claro que nem tudo são rosas, mas olho sempre para cada "dificuldade" como uma fase. E tenho levado isto tudo com muita calma.

Li, há dias, mães arrependidas que queriam passar aquela fase rápido, queriam que eles adormecessem rápido, etc, etc... e agora sentiam saudades.

Posso dizer que não estou arrependida de nada, porque sinto mesmo que estou tão no caminho certo, que dói. No meu caminho certo. Cada um, com o seu. Nunca quis despachar o Tomás a adormecer. Se demorar 1h, ali estamos 1h, no escuro, só os 2 e eu sem comer. Tranquilo. Ás vezes demora mais...

Quando acorda 50x por noite, que agora tem sido raro (e ainda bem, aqui a fase da privação do sono não é fácil), ali estava eu, sem pressas para que ele adormecesse e tantas vezes eu chegava a sentir-me mal disposta e super fraca por falta de dormir mesmo... 

Sempre disse que era uma pessoa sem paciência. O meu filho acho que me tem mostrado que até tenho alguma.

Só quando chora, que é raro também, é que admito que não sei lidar bem. Mas rapidamente o faço parar e acalmar e lá voltamos ao registo "normal". 

Sim, sei que há bebés bem mais complicados que o Tomás. Tive e tenho muita sorte. Mas mesmo assim... 

Temos que ter em mente que:

São bebés.

Não sabem o que andam aqui a fazer.

Não se portam mal, estão apenas a ser bebés. 

Mas faz-me confusão, quando se fala em arrependimento até de os ter! Amam os filhos, claro, não coloco em causa, mas depois, vem acoplado o arrependimento. 

Eu já aqui disse, ou a vida das pessoas era realmente excelente, viagens, saídas à noite, eu sei lá, ou então não sei. Eu não tenho saudades da minha vida antes, muito pelo contrário.

Nunca saí muito, nem pouco, sinceramente. Sim, antes saía e era só sair, sem pensar em nada. Agora, tenho mil e uma coisas a fazer antes de sair de casa com o pequeno. Mas sei lá, trouxe tanta alegria, tanto amor, que não o posso, nunca, associar a arrependimento. 


 

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