Já se sabe que mudam quase todos os dias... mas não deixa de ser bom falar neles, pensar neles.
No outro dia, após o marido chegar das compras, vira-se para mim e diz:
- Tens que ir ao ao Supermercado comigo...
- Porquê? Já não compraste tudo?
- Sim, mas vi em promoção joguinhos para o Tomás e queria ir lá ver se se compra para ele. Para quando ele for maior, brincarmos com ele, depois do jantar. A bebermos chocolate quente, com as bolachas no forno a cozinhar...
Admito que senti uma coisa tão, tão boa cá dentro... Imaginar-nos aos três, a brincar, com aquele cheirinho característico a bolinhos no forno... não tem explicação.
E é isto que quero fazer com o pequeno e muito mais. Estas são as recordações boas, aquilo que quero que ele leve no coração para sempre. Que recorde com carinho estes momentos, que, para mim, que nunca os tive, valem ouro.

2 comentários:
Cuidado com os ideais, às vezes dão mal. Para sermos felizes só precisamos mesmo da harmonia que exista entre os três. Com ou sem bolinhos ou chocolate quente. O Tomás vai levar o que o seu espírito preferir.
Mas é verdade que tenho uma amiga que fez questão de treinar bolachas até darem certo e as deu a comer(e dá) aos netos; com todos fez e talvez ainda faça as mesmas bolachas. O intuito é que associem o cheiro e o gosto à avó, que se lembrem das vezes (ou alguma vez) que com ela fizeram as bolachinhas. Acho bonito. Será uma memória terna que convoca cheiro, paladar e ternura de avó.
Nunca fiz fosse o que fosse com os meus avós. E tenho uma paixão perdida por meu avô.
Conclusão: cada um tem sua forma de ficar no coração dos outros. Há quem não pense nisso ( meu avô não pensava); e quem reforçe. É coisa pessoal.
Bom Dia, Cláudia
Que amor <3
Fico verdadeiramente feliz, que descrição tão bonita.
Beijinho Grande *
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