Eu só tenho pena de não adivinhar os números da sorte grande.
Íamos nós sensivelmente a meio do mês, e uma amiga do trabalho diz-me que devia ir jogar no Euromilhões.
Porquê?
Porque eu, uns dias antes, tinha falado que a empresa estava mal. Se é que alguma vez esteve bem... e que deviam vir aí Layoffs!
Dito e feito.
Vêm aí Layoffs!
Ainda estão a organizar tudo, já me disseram pormenores... E a coisa está feia.
Por um lado, até não me importava de ir eu. Podia, finalmente, descansar um bocado do trabalho. Aproveitar o Tomás na creche e descansava, ia ao ginásio de manhã, tratava da casa para as limpezas de Primavera ou ia fazer receitas, para praticar.
Podia avançar com almoços e jantares...
Fazia muita coisa.
Depois ia buscar o meu filho e íamos passear.
Pelo outro lado, era uma redução no ordenado. Janeiro com mês extra de licença de maternidade, fez com que recebesse menos de 300€. Agosto, mais um mês a receber menos de 300€.... Com o Layoff, vários meses com cortes também... não ia ser fácil.
Se o Layoff se prolongasse até Agosto, é que não colocaria licença nenhuma e já recebia um bocadinho mais.
Mais uma vez, o foco é sempre o meu filho. É por ele que tenho feito tudo!
E é por ele, que me mantenho nesta empresa. Mas realmente esta instabilidade, o nunca se saber quando isto fecha.... dá cabo dos nervos de uma pessoa.
E sim, poderia ir já procurando outra coisa, mas mais uma vez, para mim, não faz sentido ir presencialmente para fazer o trabalho que faço. Ando à procura de uma boa proposta e é disso que vou atrás. Até lá, é aguentar... e olhar para as poupanças deste ano, sei lá, como uma pausa, para uma coisa melhor que virá lá mais para a frente.
E não, não fui abrangida pelo layoff. Mas foram 4 colegas. E alguns 7 despedidos. Da malta nova toda que entrou. Nenhum fica. E colegas a ter que trocar de áreas, sem nada saberem da nova para onde vão. Isto está giro!
E mais aglomeração de funções... Deus me ajude.

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