segunda-feira, setembro 14

Consumismo

Aproveitando o texto da Teia, do regresso às aulas, lembrei-me de um episódio que aconteceu comigo e aliás, falei disso com ela.

A ideia do consumismo está tão mas tão presente na cabeça das pessoas, que até assusta.

Ora, regresso às aulas/regresso à creche.

O meu filho não usa mochila. Tem uma, mas é a que uso apenas 1x ao ano quase, para levar as mudas de roupa, os sacos dele, etc. Fica tudo lá dentro da mochila arrumada. 

A mochila é preta, pequenina. 

Quando a deixar de usar, dá para mim, para as nossas caminhadas, por exemplo.

A minha irmã, foi logo comprar uma mochila nova para a miúda. Ok, não tem mal e foi o que ela quis. Tudo bem.

Mas será que a mochila antiga estava assim tão usada que não dava para reutilizar? Estamos a falar de uma bebé que ainda não tem 2 anos. Nem deve ligar aquilo. 

Depois ainda veio falar comigo, para eu comprar uma mochila para o Tomás, com bonecos. 

Ora, o meu filho ainda não percebe. Sabe lá ele se gosta se não. Tenho mais que tempo para comprar mochilas como ele queira e dentro do orçamento claro.

A mochila dele está mais que boa, serve o propósito e eu escuso de ter aqui depois 50 mochilas paradas.

Faz-me muita confusão mesmo, este consumismo desenfreado.

E sim, ela até pode cortar numas coisas para ter outras, mas não acho que haja necessidade neste campo. Ser tudo novo, tudo impecável, tudo por estrear.

Qual é a vossa opinião?


 

5 comentários:

Inês disse...

Bom dia.
Por aqui e sendo mãe de menina, já com 9 anos e gostos bem definidos, obviamente que já se importa com o aspecto das coisas e em ter coisas ao seu gosto. Vai agora começar o 4° ano e usou a mesma mochila nos primeiros três. Nunca sequer pediu uma nova porque sabe que a mentalidade é: se ainda está boa usa-se. Agora foi mesmo preciso substituir porque estava estragada. E fui eu própria a notar isso e a dizer que tínhamos de comprar uma nova para este ano. Ontem a saga de preparar o material todo começou por verificar marcador a marcador quais os que pintam e os que não, e só substitui esses. O problema aqui é que todos os anos as cores que se gastam são as mesmas e compro um conjunto de 12 mas tiro apenas 4 ou 5, ficando aqui com não sei quantos conjuntos apenas com as cores "feias" cinza, preto, etc. Aos quais não sei o que fazer. Sei que já há locais que vendem avulso mas teria de comprar online e pagar portes, e cada lapis/marcador fica quase ao preço de um conjunto de 12 da Giotto. Acho um desperdício e custa-me a questão ambiental. Mas é o que é. Portanto ela vai para a escola com a maioria do material do ano passado e pronto. Os lápis de carvão e de cor meio gastos servem bem o seu propósito, vou comprar novos todos os anos só porque sim? Por acaso a professora de inglês nisso foi porreira, pediu um caderno mas escreveu mesmo na lista que era para levar o do ano passado porque tinham gasto pouco. Mas aposto que há lá mães que compraram novo para irem todos a fazer conjunto com o resto do material. Para a minha para além de marcadores e lápis para repor algum em falta, foi necessário um dossier, folhas, uma resma, um esquadro e uma régua maior. Acho que são apenas estas as novidades, o resto deu tudo para reaproveitar. Mas lá está, sei que há colegas que levam tudo novo todos os anos, já no meu tempo havia mas em muito menor escala. Agora é um abuso. Mas o mesmo se vê com roupas e acessórios e etc, as meninas nisso dão mais despesa porque querem sempre um colar ou uma pulseira ou qualquer acessório, mas há quem tenha um exagero. A minha o que tem basicamente é o que lhe dão nos aniversários e mesmo assim separo algumas coisas para venda por achar que são demais e saber que ela depois usa sempre os mesmos. Ainda este fim de semana vendi por 3 euros um desses conjuntos na vinted.

Isa Sá disse...

Cada um deve compar o que achas melhor para os seus...seja consumismo ou não...
Isabel Sá
Brilhos da Moda

Cláudia disse...

Olá, @Inês

É isso mesmo, eu acho isso o correcto. Também pelas questões ambientais, apesar de muita gente não entender, porque sigo um estilo minimalista e pelo dinheiro, claro.

Ah ok, nem sabia dessa opção de comprar apenas as que faltam. Mas realmente assim, não compensa.

Essas canetas a mais, não dá para os outros filhos? Para riscarem em casa, ou algo do género?

Ou então, guarda e tentas dar como aquelas prendas que se dá no fim das festas de aniversário, mais qualquer coisa para pintar, por exemplo.

Obrigada

Anónimo disse...

Olá Cláudia.
O meu filho tem agora 10 anos. No pré-escolar nunca precisei de lhe comprar mochilas. Ele tinha uma pequenina lá em casa que foi a que utilizamos e deu perfeitamente para estar metida dentro de um cacifo com mudas. Depois, no primeiro ano compramos uma, que usou primeiro e segundo ano. Depois um dos fechos estragou e já tinha umas marcas de desgaste, e no 3.º Ano compramos outra. Agora para o 5.º Ano não precisava propriamente, tinha 2 praticamente novas. Mas optei por deixar escolher uma nova porque: 1) a dele era de 39cm, ainda o ideal para a altura que tem, mas já se começava a fazer pequena para o muito material que vai ter de transportar agora diariamente; 2) Porque foi uma mudança de ciclo, e é importante eles sentirem também que levam material que gostam e os entusiasmam. Lápis de cor, marcadores, borrachas e lápis de carvão: tudo novo, todos os anos. Para mim aqui, consumismo ou não, é inegociável, gosto de ver tudo direitinho. Mas também não me pesa na consciência porque o meu filho no fim das aulas vai para a minha mãe, onde faz TPC, e eu coloco lá sempre para ele e a minha sobrinha terem para atividades, portanto, acaba o ano, ou vai para a minha mãe, ou para a mochila das saídas e viagens (tenho sempre para quando se aborrece nos restaurantes e viagens poder pintar e desenhar) e também em casa na secretária dele. Portanto, não falta onde dar uso e nunca acaba por existir desperdício.
Como em tudo, tento ter um equilíbrio. Não compro absolutamente tudo novo (réguas, afias, esquadros, compassos, esferográficas, etc.) mas também estou longe de ser aquela mãe que o manda com marcadores uns de cada marca, uns a pintar melhor, outros pior, ou lápis de carvão já pequenos.

Cláudia disse...

Olá @Anónimo 11h06

Mas concordo com isso, uma mudança de escola, de ciclo, tudo bem, é saudável e ele já percebe com 10 anos.
Era mais por aí que eu estava a pegar.

Ora o meu filho sendo bebé, não me faz sentido começar já nessas andanças. Claro que quererei que tenhas as suas coisas e goste delas, mas com cabeça a tratar das coisas :)

Obrigada :)

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