sexta-feira, maio 20

Pessoas parvas

Não me considero perfeita, nem lá perto, mas realmente as pessoas começam-me a irritar de uma maneira que valha-me Deus.

Uma colega de trabalho perguntou se eu estava nervosa. Disse-lhe que não. Ah, porque ouvi a tua respiração, pareceu, disse ela.

Expliquei-lhe que fazia uma respiração a mando do psicólogo. Ah, obrigada por confiares em mim e contares que andas no psicólogo, pois há muito preconceito em relação a quem frequenta esses médicos. Eu própria tenho preconceito, disse ela.

Fiquei feita parva a olhar para ela, mas apenas comentei que não tenho vergonha nenhuma. Já que a minha ansiedade é generalizada. E estou a tentar tratar-me.

Pediu explicações da respiração, eu comecei a explicar e acreditam que se começou a rir?

A minha cara ainda deve ter ficado mais parva.

Fiquei na dúvida se estaria a gozar, se eram nervos. É que me pareceu aquele riso de nervos... Mas a minha cara de parva manteve-se. Eu estava a falar e ela a rir-se.

Achei uma tremenda falta de respeito.

Ando a sentir, já por diversas vezes, que anda demasiada gente a gozar comigo. Seja porque motivo for e não só "gozar" de "brincarem", mas a ver se me levam ao limite e depois eu poderei agir de maneira que não gostam e a má da fita já sou eu.

Mas a verdade é que me anda a fartar mesmo. Parece que perdeu tudo o respeito, tudo abusa...

Ando calma, mas parva é que não sou.



 

1 comentário:

Cidália Ferreira disse...

Há pessoas que nem merecem saber de nada!
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Detalhes de uma vida de solidão...

Beijos, e um bom fim de semana

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