quinta-feira, outubro 23

Amo-te

E muito,  o meu filho.

Mas admiti à minha irmã que, por não estar habituada a ouvir essas palavras em casa, os meus pais nunca mo disseram, que me sentia estranha ao dizê-lo. Mas atenção, digo-o à mesma.

Não sei explicar, mas parece que não soa bem. Que sinto vergonha.

Mas eu quero que ele cresça a ouvir essa palavra e não só.

Todos os dias digo-lhe que o amo. Ainda o faço "escondida", uma coisa só nossa.

Dar beijos e abraços dou, de forma natural.

O amo-te, parece que ainda não é natural.

Mas quero que se torne. Para ele ouvir, para mim ao dizer e ele também a dizer-mo a mim, se disser.

E são estas pequenas coisas, de entre tantas, que quero quebrar padrões antigos. Outros padrões são maiores e mais exigentes, mas é o que pretendo fazer. Sei que a minha irmã está a fazer o mesmo, até em mais campos. Eu decidi começar pelo meu filho. 

Pode parecer parvo para muita gente, mas realmente é como me sinto. E não sei explicar melhor.

Mas é curioso ver o que, coisas que aconteceram ou a falta de terem acontecido, neste caso, na minha infância e não só, têm realmente repercussões na vida adulta. 

Há coisas que até tinha noção, outras, começo a ter noção agora. Pode ser que encontre também explicação para tantas outras coisas.


 

 

quarta-feira, outubro 22

O meu livro é dele

Ora bem... acho que posso começar a falar do assunto por aqui, com mais afinco... 😃

Lembram-se de eu ter dito que tinha escrito uns poemas e enviado para algumas editoras?

E que tinha recebido duas propostas?

Pois que... 

Vou publicar um livro! 😍

Fiquei tão, mas tão feliz que comecei a chorar. E agradeci tanto, não têm noção.

E de facto, foi o meu filho que me motivou a sair da minha zona de conforto. Senti vergonha, como referi, ao enviar o email... Mas recebi palavras tão bonitas de volta!

Mas como vos disse, foi graças ao meu filho, a sua presença, deu-me forças para arriscar. Para querer mais e melhor. 
Por ele, quis e quero sair da minha zona de conforto.
Por ele, quero lutar, quero mais. Quero tornar-me melhor. 

E agora, 4 meses depois do nascimento dele, vou publicar um livro 😀

Já tem título, já tem sinopse... Já tenho um contrato assinado. 3 anos de parceria com esta editora.
É um livro de poemas, que pretende ensinar as cores, números e letras, etc, com rimas simples e simpáticas.

Adorava conseguir vender, pelo menos 400 unidades. Para poder publicar um outro livro, desta vez sem custos associados. E adorava vender pelo menos 3000 unidades... para o ver traduzido para Espanhol e Inglês 😍

Têm noção da felicidade?

Sinceramente, acho que é atingível. Somos 10 milhões. 3 mil livros, espalhados pelo país todo, não é muito 😂
Mas claro, tenho os pés assentes na terra. Lá por a editora ter gostado e eu, claro, adorar o que escrevi, não quer dizer que mais alguém vá adorar. Por isso, muita calma. Mas adorava, oh se adorava. 

O livro vai estar à venda, ainda não sei quando, direi depois, mas em todas as livrarias espalhadas pelo país. Bertrand, Wook, Fnac, etc. Físico e online.

Sério, mesmo que não consiga vender nada por aí além, já é um orgulho imenso ter atingido este marco.

Ah e possivelmente irei participar nas Feiras dos Livros pelo País 😍

Estou muito feliz e doida para que o livro saia.
 
E quem sabe, não consigo mais coisas daqui? A porta já está aberta 😍 

Obrigada Universo, Obrigada filho.



segunda-feira, outubro 20

Do trabalho e do bebé

Como sempre disse, não me sinto nada confortável em ir colocar o meu filho na creche. 

Além da habituação, claro, durante 4 meses, 24h com ele, acho que é muito pequeno. E eles têm é que estar com os pais e não com terceiros a tomarem conta deles.

Mas claro, tenho que trabalhar.

15 dias antes de regressar ao trabalho a sério, disse ao meu chefe que não tinha creche para o pequeno e que não sabia o que fazer...
Ligou-me e perguntou-me inicialmente se eu ia tirar a licença alargada. Disse-lhe que só receberia 30% do valor bruto, mas se fosse preciso... mas que o marido ainda tinha agora este mês de Outubro/Novembro e eu ainda tenho férias. Por isso, para tirar a licença alargada, só em Janeiro. De Janeiro a Março. E o meu bebé nessa altura já terá 9 meses.

Depois eu disse-lhe que tinha pensado em ir trabalhar para a minha mãe e assim ela não ficando totalmente sozinha com ele, sempre ia dando um olho e eu trabalhando.

Ele concordou que não vê mal nenhum em eu ficar em total remoto este ano. Que eu trabalho, que entrego as coisas e por isso, não vê lá e claro, para eu ver como me oriento melhor.

Ouro sobre azul.

Qual é a ideia então?

Para já, se conseguir, tirar as férias de meio de Novembro até Dezembro. Como são dias úteis e temos feriados pelo meio, consigo até mais de metade de Dezembro. Depois são as duas últimas semanas, que com o Natal e Passagem de ano, há mais feriados e o dia que a empresa dá.

Ao conseguir estar em total remoto e uma vez que o marido está a trabalhar, tentar começar com calma a deixar lá o pequeno na creche. 1h para começar, 2h... Ir assim pondo suavemente.

Se por acaso eu não conseguir trabalhar com ele, claro que tenho que tomar uma decisão... Ou começa a ir 4h por dia, apenas de manhã, e deixo-o lá, por exemplo, das 8h30 às 13h +/- e trabalho afincadamente essas horas todas, ou coloco mesmo a extensão da baixa logo pelos 90 dias. Ou posso experimentar ir colocando mês a mês.

Uma coisa é certa, vou fazer de tudo para que ele não fique logo lá muito tempo. 4h acho fazível. E suficiente. Dá para me organizar bem. E espero que neste tempo, tanto eu como ele, nos vamos habituando a essa separação.

Tenho visto bem o que a minha irmã tem sofrido com o facto de deixar a pequena na creche.

E o mais engraçado (que não tem graça nenhuma) é que assim que a miúda entrou na creche, a minha irmã já teve que ficar 2 semanas (por duas vezes) em casa, por ela ter ficado doente. 

Mais uma vez, não era melhor uma licença mais alargada em vez de depois andarem a pagar baixas e assistências à família? Enfim...
 
E estou a seguir o meu coração e tenho a certeza que errada não estou. 



quinta-feira, outubro 16

Vacinação

Além das presentes no plano, decidimos que vamos dar mais umas tantas vacinas ao pequeno.

Mesmo indo pouco tempo para a creche, nunca é demais garantir que está protegido. Até porque pode não pegar nada dos outros bebés e sim, dos adultos.

Com isto, em vez do pequeno ir já com 4 meses para lá, que continuo a achar que é pequeno demais, vamos tentar começar a levá-lo só a partir dos 5 ou quiçá, mesmo dos 6 ou 7 meses.

Vamos dar a do Rota Vírus, que é a da gastroenterite e a da meningite.

Um investimento que vale a pena, principalmente no que toca a saúde.

Com isto, como referi, vamos atrasar a sua entrada na creche. Mesmo que por duas/quatro horas por dia.



quarta-feira, outubro 15

Conta para o pequeno

Como referi anteriormente, o Tomás não tinha conta num Banco. Tinha numa correctora 😀

O meu filho ainda não era nascido e já investia em acções. 😅

Numa conversa com uma familiar, ela falou no Banco BIG e que tinha ofertas de investimentos com retornos de 6% ou mais.

Claro que tive que ir ver. Um retorno destes não é nada mau. Aliás, é bem bom, mas claro, não é com capital garantido.

Coincidências, tenho este Banco na minha rua.

Fui lá mais o marido e o pequeno. Ouvimos todas as ofertas e claro, ficámos interessados.

Além da conta não ter comissões, não vamos ter cartões nem nada associado. Apenas a conta, para, quando os prazos vencerem, cair na conta à ordem.

E notei outra coisa... Como é um Banco de investimentos, parece que a carteira de ofertas é realmente mais variada e claro, capitais mais altos.

O retorno mais baixo que nos falaram, foi 3% se não estou em erro. 

O pequeno ficou já com uma conta criada. Assim, quem quiser transferir para a conta dele, já pode. A minha mãe foi uma das que me perguntou se ele tinha conta à ordem. 
Depois, a gestão dos investimentos é feita entre nós dois (eu e marido) e teremos sempre uma gestora associada e ela sim, especialista em investimentos, irá ficar responsável por conseguir o máximo de rentabilidade pela carteira. A linha temporal é maior também, de um dos investimentos que ela falou, o vencimento é para 2040.

Gostei de saber que este Banco é o único que tem acesso ao Certificados de Aforro e por isso, podemos investir em CA através deles ou mobilizar e investir dos CA para outra coisa qualquer. E à partida, da última série que já não dá nada de jeito, é isso que vou fazer.

Se nunca se arriscar, nunca se passa dessas ofertas de 2%, 3% na loucura.

Eles ali têm acesso a produtos que investem em acções, obrigações, fundos, PPR, entre outras coisas.

Resumindo, notei mesmo que estava num Banco diferente, de um "nível" diferente, com ofertas mais arrojadas e que vão de encontro aquilo que andamos à procura.

Claro, já temos em vista um produto de retorno bruto dos tais 6% ou 7% e andamos a ver se o criamos. O dinheiro será nosso, mas ficará em nome do Tomás. Depois, os juros, ou se cria mais "riqueza", para depois se investir noutra coisa com mais valor ou se começamos a amortizar o Crédito Habitação.



segunda-feira, outubro 13

Medo de responsabilidades

Nunca vi tanto adulto com medo de responsabilidades. Nunca.

Podem-me explicar o que se passa?

 

No trabalho, nas relações, nos negócios, no dia-a-dia. Ninguém se assume responsável por nada.

 

É impressionante ver a quantidade de adultos que metem o rabo entre as pernas quando algo acontece de mau.

Relações que terminam, mas ninguém assume a responsabilidade por aquilo que aconteceu.

Nos empregos, ninguém quer ter responsabilidades de nada e não digo serem chefes, que cada vez acontece mais, mas digo no dia-a-dia.

Posso dar um exemplo no meu trabalho.... Uma colega não mexe nas contas dos Fornecedores porque... tem medo de se enganar! Então diz para eu fazer.

Ora porra, eu também me posso enganar e aqui estou eu a fazer as coisas. Faço com mais calma, com mais atenção, mas faço.

O mesmo se passa a mexer nas contas do Banco.

Ninguém quer, toda a gente tem medo de errar.

Então mas eu também tenho receio de errar, logo, faço com mais calma, mas faço. Nunca recusei fazer o que quer que seja, porque não quero ser responsável por...

Juro que não entendo.

Errei, admito que errei e vamos lá melhorar. Estamos sempre a aprender.

Eu também falho. Tantas vezes. Mas assumo a responsabilidade!

O meu chefe foi de férias uma vez e quem acham que ficou responsável? Eu! E sou uma mera administrativa. Mas aceitei a tarefa e vamos lá. Há coisas que se tem que perguntar a outros superiores, mas vou e pergunto e bola para a frente.

Sério, parece que estou a lidar com crianças que comeram um chocolate e meteram o papel debaixo do sofá para ninguém ver.



quinta-feira, outubro 9

Bem vindo Outubro

E cá estamos, Outubro... Faltam apenas 2 dias úteis para regressar ao trabalho. 😔

Planos para Outubro?


Espero que venham daí bons dividendos;

O meu filhote vai fazer 4 meses;

Vai levar mais reforços de vacinas e mais umas extra, que decidimos dar (também falarei depois);

Vou regressar ao trabalho... e entra o marido de licença.

Há o Halloween, mas será mais um ano, provavelmente, em que nada farei. Logo vejo 😁

Para já, nada mais planeado.

A ver vamos que mais trará este mês.



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