quarta-feira, janeiro 21

Se eu dissesse o mesmo a mim...

Como vos disse, com o meu filho, estou a fazer diferente de tudo o que já tive ou não tive.

Mantenho o amo-te diário e digo-o tantas vezes quantas me apetece. Muitas mesmo. Ao ouvido dele, a ir para a creche, sempre.

Depois, com a frequência na creche,  quando estou a fazer o caminho carro - creche, comecei a dizer-lhe o mais variado tipo de palavras positivas.

O amo-te está sempre lá, mas depois digo que ele é lindo, forte, saudável. Que a mãe está ali. Que o vai buscar. Que pode contar comigo sempre. Que ele é um menino capaz de tudo. Que vai ter um futuro brilhante e de muito sucesso.

Sempre, todos os dias, lhe digo palavras positivas.

Acho super importante para ele, acreditar nele.

E é isto que me falta a mim! Eu, a falar para mim, devo ser a pessoa mais crítica, mais má que existe. É impressionante. 

O amor próprio ainda não veio para ficar, mas está melhor... mas no que toca às minhas capacidades, sério, devia mesmo falar assim também comigo. Sou capaz, consigo, vou ter sucesso... 

Mas não. Estou sempre a atirar-me para baixo. Que pode correr mal, que isto, que aquilo.

Mais uma coisa a mudar de mim, para comigo própria.

Mas com o meu filho, ah, com ele não tenho falhado.


 

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