Acho que vai ser um texto cheio de @sn€ir@s!
Sabem já há algum tempo, que ando com vontade de ter negócio próprio. Aliás, algum tempo, como quem diz, pois desde que me lembro que penso nisso.
Tinha/tenho várias ideias, todas me parecem viáveis, mas depois... depois... vem sempre o medo. O medo de arriscar, o medo de não dar certo, o medo de não conseguir fazer face às despesas, o medo de não ter capital e tudo o que envolve, etc, etc.
Mas a vontade, essa, sempre esteve cá!
Quando o meu Tomás nasceu então, Jesus.
A vontade parece que quadruplicou.
"Para ser mais fácil", até pensei em ser "investidora". Ver negócios e ajudar a abri-los pondo eu algum capital. Já falei com algumas pessoas que estou disponível a esse nível. Não tenho muito €, logo, a minha participação tinha que ser proporcional, óbvio, mas que tinha € e que se quisessem uma sócia, bora lá.
Mas as ideias continuam a fervilhar dentro da minha cabeça. Claro que, por causa do medo, fervilham e quero maturar até à exaustão, nunca tendo, até à data, avançado com nada.
Não entrando em muitos pormenores, uma das ideias que tinha, era relacionada com ginásios. Não havia cá nada assim em Portugal. Só tinha visto no estrangeiro. O investimento, não me parecia muito alto, mas claro, precisava de financiamento. Mas nunca avancei. Andava sempre a maturar a put@ da ideia.
Não é que, agora o conceito que eu tinha pensado, vai começar a aparecer em Portugal?
Fod@s§e!
Até calha a ser o ginásio que ando a ver, para ver se troco o meu por este.
Mas depois da chamada e de ver fotos e perceber o conceito... uma tristeza apoderou-se de mim. É que fiquei mesmo triste!
Mais uma vez, por estupidez, medo, insegurança, eu sei lá mais esta m€rd@ toda, não fiz nada.
Agora já não vou por aí, por já existir a ideia, já existe a "patente", não me faz sentido! Que raiva!
A minha ideia era "original", eu tinha a certeza que podia dar certo, era "só arriscar"... mas claro, só arriscar, acarreta muita coisa!
Sério, fiquei mesmo triste e revoltada. Estúpida, estúpida, estúpida!

8 comentários:
Olá Cláudia,
Não te esqueças de uma coisa, daqui tiras a ilação:
Assim que me surgir nova ideia será tempo de agir.
Eu vejo assim, tinhas uma ideia inovadora, que não arriscaste por medo e agora ela existe, fisicamente, e está a dar fruto pelo que descreves, portanto, daqui tiras a ideia real de que as coisas funcionam e talvez te ajude a perder o medo.
Novas ideias virão vais ver! E quando surgirem esta ideia inicial de medo, que te fez não apostar agora nesta ideia do ginásio, vai ser menor e vais ter mais força para avançar.
Mas,
E mesmo neste ginásio dessa tua ideia, não te consegues por como sócia e com alguma ideia extra aquilo que eles já tenham/oferecem?
Beijinho, e não és nada estúpida, estás a tirar os pés do chão ;)
Olá @Teia
Muito obrigada pelas tuas palavras.
Não sei se eu "aprendi a lição". O medo falará sempre mais alto. Talvez por estar sozinha, não sei.
Mas é uma maneira de pensar nas coisas, sim.
E acreditas que pensei nisso?! Falar com eles e ver se fazem tipo "franquia". Pensaste no mesmo que eu!
Beijocas e obrigada
Olá, não vou falar como poeta nem escritor. Porém gostei de ver a sua vontade. Contudo ponderação é sempre um bom principio e na minha opinião que pouco vale a fazer um investimento terá de ser em algo que goste mesmo e possa controlar 100%, muitas vezes começar por coisas grandes não é o indicado. Parabens adorei tropeçar neste blogue.
Uy mija a veces uno lo piensa demasiado y las cosas no funcionan. Te mando un beso.
Bom dia.
Falo-te como empresária. Se calhar, por mim, nunca me teria metido nesta vida. Acredito que não. Conheci o meu marido tinha ele um trabalho numa câmara municipal. Nunca imaginei que a vida dele fosse mudar tão radicalmente. Quando o contrato dele terminou, resolveu arriscar e investir nuns terrenos do pai dele (grande burrice). Eu não fui muito consultada nesse processo porque ainda estudava, namoravamos à distância e acho que nem um nem outro acreditava muito que a relação fosse dar certo. Quando terminei o curso fui viver com ele. Tinha dívidas do investimento que fez, zero rendimentos (área da agricultura, só começou a ter retorno uns 3 anos depois do investimento, período durante o qual teve de continuar a investir para as coisas avançarem e tinha o empréstimo para pagar). Fui viver com ele e nem um nem outro tínhamos rendimentos. Gastei todo o dinheirito que os meus pais tinham juntado para mim. Entretanto a necessidade levou-nos a arranjar fontes de rendimento e começamos a prestar serviços para outros. Instalamos pomares, fazemos as podas, manutenções, etc. Tornamo-nos representantes de uma multinacional italiana referência mundial na instalação de redes de protecção de culturas. O trabalho foi aumentando. Fizemos o segundo pomar, nosso. Ao mesmo tempo compramos casa e foi uma loucura passar uns tempos a pagar 3 empréstimos em simultâneo, andávamos sempre a zeros e numa ginástica brutal de tira dinheiro daqui e põe dali. Hoje felizmente estamos "bem". Há períodos de mais trabalho, períodos de menos. Optámos por ter uma equipa fixa de cerca de 15 pessoas e subcontratar quando precisamos de mais. Desde o verão do ano passado que andamos com uma média de 40 pessoas por dia. Problema aqui? Somos só nós os dois a gerir tudo. E é muita coisa. Muitos funcionários, muitos clientes, muitos fornecedores. Há sempre chatices em algum dos campos. Temos o terceiro filho a caminho e não sei bem como vai ser. Moral da história. É preciso uma dose de loucura sim, para arriscar. O meu marido arriscou no primeiro investimento. Os restantes já foram feitos a dois. Há muitas noites sem dormir, ainda agora. Quando tens 100.000 euros faturados e não te pagam e tu estás apertado para conseguir pagar contas é super frustrante por ex. Muitos dias apetece-me mandar tudo à fava e arranjar um trabalho por conta de outrem das 8-17. E depois poder desligar. Porque sendo empresária nunca desligas a 100%. Vais tentando arranjar estratégias mas não consegues totalmente. E há sempre uma ou outra chatice. Mas depois tens coisas que não têm preço. Esta semana tive um monte de consultas e pude ir a todas sem dar explicações a ninguém. Houve uma feirinha na escola dos miúdos e eu lá estive sem ter de pedir autorização. E coisas assim. Mas depois há que compensar. Como sou só eu e o marido, o que não fiz esta semana que foi uma autêntica correria, vou ter de compensar na próxima, porque por aqui ao fim de uns anos tivemos de implementar que não trabalhamos ao fim de semana, a menos que seja um caso excepcional. Porque houve uma altura em que estávamos em modo trabalho 24/24h por dia e eu estava a enlouquecer. Estavamos a jantar e a falar de trabalho, na cama a falar de clientes e coisas assim. Não é fácil separar e gerir, principalmente quando trabalhamos a partir de casa. Com este testamento quero apenas dizer-te que se é tua vontade, arrisca, não te vou dizer sem medos porque acho que o medo é saudável. Se não tiveres medo vais ser meio inconsequente nas escolhas que fazes e provavelmente sentir excesso de confiança. Arrisca, com medo, mas arrisca, mas também com cautela. E com noção de que nem tudo é e provavelmente nunca vai ser um mar de rosas, e que haverá sempre alguma preocupação de base que agora se calhar não sentes em muitos momentos da tua vida... beijinhos
O medo de arriscar muitas vezes impede-nos de seguir em frente.
Isabel Sá
Brilhos da Moda
Olá @Inês
Obrigada pelo teu testemunho. Acredito que a parte de nunca desligar, seja complicado e percebo até. E isso torna-se mesmo cansativo.
Mas sim, essa parte da liberdade que falas, também é muito bom!
Realmente só mesmo arriscando é que se sabe e ainda bem que correu tudo bem com vocês!
Mas isso de Clientes deverem, por exemplo, se já me stresso com esta empresa e nem é minha, eu imagino!
E a responsabilidade de pagar ordenados, pois... :/
Beijocas e tudo a correr bem
Condesso que, no que diz respeito a arriscar para negócios também sou assim. Acho sempre que não dá.
Muita força!
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