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segunda-feira, junho 26

Separação de bens - Opinião

Na semana passada falei das questões "legais" da comunhão de adquiridos e da separação de bens.

Hoje vou dar a minha opinião.

Claro que não vinha falar neste assunto se não tivesse pensado nele.
Aliás, o regime escolhido por mim, muito antes de saber sequer que se pagava por ele, foi a separação de bens.
Para o namorado não faz sentido, pois não temos nada de riquezas, mas para mim, faz todo o sentido.
Claro que estou a pensar em mim mas é óbvio que saímos os dois protegidos.


Se a única pessoa que achou super bem e a melhor escolha foi mesmo a advogada, do resto do pessoal só recebi "críticas". Porque não és rica e não tens nada e portanto isso não tem lógica, porque o casamento pressupõe a partilha de tudo, blá blá blá.

Ora, escolher separação de bens não quer dizer que não amemos a pessoa.
Escolher separação de bens não quer dizer que já estejamos a pensar em separar.
Escolher separação de bens, só "funciona" se houver separação, porque as obrigações enquanto casados (sustentar, cuidar, etc) continuam a ser as mesmas.

Se não, pensemos de novo... Quantas pessoas conhecem que casaram com o regime normal de comunhão de adquiridos e já estão separados? Por esta lógica, não deviam continuar juntos? Afinal a comunhão de adquiridos é que significa amor, partilha...
Quantas pessoas conhecem que não estão arrependidas de ter casado, de ter casado com comunhão de bens porque "aquele filho da mãe" arranjou outra e agora leva-me metade das coisas?
Quantas pessoas conhecem que, com a comunhão de adquiridos, também adquiriram dívidas?

Pois é.
Pode não ser romântico pensar assim, mas é prático. É responsável. É inteligente.
Muita gente por não pensar assim antes de casar é que tem arrependimentos depois.
Como dei o exemplo do print da conta antes de casar, para provar que antes do casamento, aqueles 20mil€ eram só meus! Ah não nos vamos separar nunca, nem penso nisso. Chega a separação, se chegar e ai que raiva, levou tudo!

Poupam chatices, poupam cabelos brancos e poupam tempo.

Mais uma vez e isto vale o que vale, é a minha opinião.
Eu escolhi casar com separação de bens e o namorado foi por arrasto. Já assinámos os papéis e não estou arrependida.

O desejo é que corra tudo bem.
Já lhe disse, visto que ele nunca quis separação de bens, que da minha parte, nunca lhe vai faltar nada. Enquanto casados, as nossas obrigações são iguais às dos outros.


9 comentários:

Isa Sá disse...

Talvez seja uma questão de bom senso...quantas vezes depois do divorcio as pessoas acabam por ter que se desfazer de propriedades de família à conta de uma casamento falhado...lá diz o ditado: mais vale prevenir do que remediar.

Isabel Sá
Brilhos da Moda

Cantinho da Gaiata disse...

Acho que fizeste muito bem, embora eu tenha casado com comunhão geral de bens, o que implicou escritura logo, mais dinheiro.😂
Beijinho grande e vai correr tudo bem.

Chic' Ana disse...

É uma opção de cada um que não deve ser criticada, mas sim respeitada!
Beijinhos

A mamã vai casar disse...

E se vocês estão em sintonia quanto a essa decisão ninguém tem nada que criticar.

Daniela Silva disse...

Querida eu acho que sendo rico ou não, devia ser o que é meu é nosso. Mas isso é a minha opinião, respeito a tua embora não concordo, a decisão e a vida são tuas :)

XOXO
http://diamonds-inthe-sky.blogspot.pt

Existe Sempre Um Lugar disse...

Olá, considerando que no casamento tudo deve de ser partilhado porque deixa de ser uma vida a só,passa a ser um vida em comum para os bons e maus momentos, concordo com o casamento em comunhão de adquiridos, afinal tudo é construído pelos dois, é só a minha opinião, não é uma critica.
Feliz semana,
AG

o ultimo fecha a porta disse...

OLha tinha uma professora que dizia que o pior erro da sua vida foi casar com comunhão de bens. Ela queria separar-se mas não avançava porque disso.

Nunca sabemos o futuro e pelo sim pelo não, a separação de bens não traz chatices nem dores de cabeça.

Cynthia disse...

Não é que não ache que até tens razão, mas não podes dizer que a separação de bens não é já a pensar em separar-nos da outra pessoa. Porque é, no fundo. Não é assumir que vai acabar ou que vai dar chatices, mas é colocar essa hipótese, basta ver os argumentos que usas:

"Se não, pensemos de novo... Quantas pessoas conhecem que casaram com o regime normal de comunhão de adquiridos e já estão separados? Por esta lógica, não deviam continuar juntos? Afinal a comunhão de adquiridos é que significa amor, partilha...
Quantas pessoas conhecem que não estão arrependidas de ter casado, de ter casado com comunhão de bens porque "aquele filho da mãe" arranjou outra e agora leva-me metade das coisas?
Quantas pessoas conhecem que, com a comunhão de adquiridos, também adquiriram dívidas?"

É uma atitude inteligente, confesso que concordo. Mas é prática, nada tem de romântico, é prever todas as possibilidades.

Avelã disse...

É sempre aborrecido quando a família em peso se opõe a uma escolha... Mas enfim, não podes deixar-te afetar por isso, aposto que há imensa gente que se arrepende de não se ter prevenido da mesma forma, apesar das boas intenções de ambos à data do casamento. Depois é só complicações :/

Acho que disseste tudo - pode não ser propriamente romântico, mas é responsável :)

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